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Lista de espécies ameaçadas de extinção é atualizada e passa a incluir 790 animais no Brasil

© Paulo Pinto/Agência Brasil

 

Nova relação elaborada pelo ICMBio incorpora 180 espécies e subespécies, retira outras 150 e reforça ações de conservação da biodiversidade brasileira

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção após uma nova avaliação do estado de conservação da fauna brasileira. A revisão incluiu 180 espécies ou subespécies na relação de animais ameaçados e retirou outras 150 que tiveram sua situação reavaliada.

Entre as espécies incorporadas à lista estão a Arara-azul-grande, classificada como Vulnerável (VU), além do Bugio-preto e do Tamanduaí.

A nova publicação reúne 790 espécies ou subespécies na Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção e outras nove espécies na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas. O levantamento contempla mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, classificados nas categorias Vulnerável (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR), Possivelmente Extinta (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW).

Os peixes e invertebrados aquáticos integram uma lista específica, atualizada e divulgada separadamente em abril deste ano.

Entre os grupos mais afetados pela ameaça de extinção, os invertebrados terrestres lideram o levantamento, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas. Em seguida aparecem 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.

Já a lista de espécies oficialmente extintas reúne nove animais, sendo seis aves, dois anfíbios e um mamífero: o Roedor de Vespucci, espécie que habitava o arquipélago de Fernando de Noronha.

Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista representa um dos principais instrumentos de proteção da biodiversidade nacional, servindo de base para a elaboração de estratégias de recuperação e conservação das espécies ameaçadas.

A atualização substitui a versão publicada em 2022 e resulta de um trabalho conjunto entre pesquisadores, instituições científicas e organizações da sociedade civil. Para o presidente do ICMBio, Mauro Pires, o Brasil se destaca internacionalmente pela capacidade de avaliar sua biodiversidade em larga escala, contribuindo para o monitoramento e a preservação da fauna nacional.