terça-feira, 23 de junho de 2026 21:21
Banner educativo
Home Notícias Justíça Justiça dos EUA autoriza atuação da AGU em ação contra Alexandre de...

Justiça dos EUA autoriza atuação da AGU em ação contra Alexandre de Moraes

 

Decisão permite que o Estado brasileiro participe da defesa do ministro do STF em processo movido pelas plataformas Rumble e Trump Media

A Justiça dos Estados Unidos aceitou nesta terça-feira (23) o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para atuar no processo movido pelas redes sociais Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Com a decisão, fica suspensa a possibilidade de decretação de revelia contra o magistrado por não ter indicado um defensor para atuar na ação judicial. Na semana passada, a AGU havia solicitado sua habilitação no caso, que tramita na Justiça da Flórida.

Segundo a Advocacia-Geral da União, a participação no processo permitirá que o Estado brasileiro atue na defesa de sua soberania. O órgão sustenta que agentes públicos brasileiros não podem ser submetidos diretamente à jurisdição de tribunais estrangeiros sem o consentimento formal do Estado brasileiro.

A ação apresentada pelas plataformas nos Estados Unidos questiona decisões de Moraes relacionadas à suspensão de perfis de brasileiros residentes em território norte-americano. Entre os alvos das medidas está o blogueiro Allan dos Santos, investigado por supostos ataques antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal.

No mês passado, a Justiça norte-americana determinou que Alexandre de Moraes fosse notificado por e-mail para apresentar sua defesa. A decisão ocorreu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um pedido da Rumble para realizar a intimação por meio de carta rogatória, instrumento jurídico utilizado para notificações internacionais e cuja autorização, pela legislação brasileira, depende do próprio STJ.

O caso segue em tramitação nos Estados Unidos e envolve discussões sobre jurisdição internacional, soberania estatal e os limites da atuação de autoridades brasileiras em decisões com efeitos sobre usuários de plataformas digitais residentes no exterior.