segunda-feira, 22 de junho de 2026 12:12
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Julgamento de PMs por morte de delator começa em Guarulhos

© Paulo Pinto/Agência Brasil

Três policiais militares acusados de participar da execução de Vinicius Gritzbach enfrentam júri popular sob forte esquema de segurança

Teve início nesta segunda-feira (22), no Fórum Criminal de Guarulhos, o julgamento dos três policiais militares acusados de participação no assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach. O júri popular ocorre sob forte esquema de segurança e deve se estender até a próxima sexta-feira (26).

Os réus são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, que estão presos no Presídio Militar Romão Gomes. Eles respondem pela morte de Gritzbach, executado a tiros em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, além da morte do motorista de aplicativo Celso Novais, atingido durante a ação criminosa, e dos ferimentos causados a outras duas pessoas.

O julgamento começou com a seleção dos sete jurados responsáveis por decidir se os acusados serão condenados ou absolvidos. Ao longo da semana, devem ser ouvidas 21 testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. Em seguida, os réus serão interrogados antes da fase final de debates.

Vinicius Gritzbach era réu por homicídio e investigado por envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Antes de ser assassinado, ele firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público, apontando integrantes da facção criminosa e denunciando supostos casos de corrupção envolvendo agentes públicos.

A mãe de Celso Novais, vítima inocente da ação, afirmou esperar que o julgamento resulte em justiça. Já os advogados dos policiais sustentam que os acusados são inocentes e alegam que eles não estavam em Guarulhos no dia do crime. As defesas também afirmam que a investigação teria ignorado outras linhas de apuração e prometem apresentar provas durante o julgamento.

Segundo a Polícia Civil, a execução foi motivada por vingança e pela atuação de Gritzbach como colaborador das autoridades. O inquérito apontou seis envolvidos no caso, incluindo dois supostos líderes do PCC, considerados mandantes do crime e atualmente foragidos. Os três policiais julgados nesta semana foram apontados como executores do atentado.

A decisão final caberá aos jurados, que irão analisar as provas e os depoimentos apresentados ao longo do julgamento para definir o destino dos acusados.