segunda-feira, 22 de junho de 2026 12:12
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Inflação sobe e mercado prevê juros mais altos

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Projeção para o IPCA em 2026 avança pela 15ª semana consecutiva e segue acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central

 

 

O mercado financeiro voltou a elevar a previsão para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,3% para 5,33%, marcando a décima quinta alta consecutiva nas projeções dos analistas.

A previsão permanece acima do limite máximo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Em maio, a inflação oficial ficou em 0,58%, pressionada principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos. No acumulado de 12 meses, o IPCA alcançou 4,72%, já acima do teto estabelecido.

Diante do cenário inflacionário, o mercado também revisou para cima a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) ao final deste ano, de 13,75% para 14% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, após três reduções consecutivas promovidas pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Apesar do recente acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, que ajudou a reduzir pressões sobre combustíveis e alimentos, o Banco Central ainda vê incertezas quanto aos efeitos econômicos da crise internacional. O próximo encontro do Copom está marcado para os dias 4 e 5 de agosto, quando o mercado espera o último corte dos juros em 2026.

As projeções para o crescimento econômico também foram ligeiramente revisadas. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 1,96% para 1,98%. Já a previsão para o dólar foi mantida em R$ 5,20 ao final de 2026.

Para os próximos anos, os analistas estimam desaceleração gradual da inflação e redução dos juros. A expectativa é de que o IPCA fique em 4,15% em 2027, 3,7% em 2028 e 3,5% em 2029, enquanto a Selic deve recuar para 12% em 2027 e 10% em 2029.