
Três policiais militares acusados de participar da execução de Vinicius Gritzbach enfrentam júri popular sob forte esquema de segurança
Teve início nesta segunda-feira (22), no Fórum Criminal de Guarulhos, o julgamento dos três policiais militares acusados de participação no assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach. O júri popular ocorre sob forte esquema de segurança e deve se estender até a próxima sexta-feira (26).
Os réus são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, que estão presos no Presídio Militar Romão Gomes. Eles respondem pela morte de Gritzbach, executado a tiros em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, além da morte do motorista de aplicativo Celso Novais, atingido durante a ação criminosa, e dos ferimentos causados a outras duas pessoas.
O julgamento começou com a seleção dos sete jurados responsáveis por decidir se os acusados serão condenados ou absolvidos. Ao longo da semana, devem ser ouvidas 21 testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. Em seguida, os réus serão interrogados antes da fase final de debates.
Vinicius Gritzbach era réu por homicídio e investigado por envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Antes de ser assassinado, ele firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público, apontando integrantes da facção criminosa e denunciando supostos casos de corrupção envolvendo agentes públicos.
A mãe de Celso Novais, vítima inocente da ação, afirmou esperar que o julgamento resulte em justiça. Já os advogados dos policiais sustentam que os acusados são inocentes e alegam que eles não estavam em Guarulhos no dia do crime. As defesas também afirmam que a investigação teria ignorado outras linhas de apuração e prometem apresentar provas durante o julgamento.
Segundo a Polícia Civil, a execução foi motivada por vingança e pela atuação de Gritzbach como colaborador das autoridades. O inquérito apontou seis envolvidos no caso, incluindo dois supostos líderes do PCC, considerados mandantes do crime e atualmente foragidos. Os três policiais julgados nesta semana foram apontados como executores do atentado.
A decisão final caberá aos jurados, que irão analisar as provas e os depoimentos apresentados ao longo do julgamento para definir o destino dos acusados.









