
Mais de 6,6 mil implantes contraceptivos foram distribuídos pela rede pública entre fevereiro e maio; método já está disponível em todas as UBSs do Distrito Federal
O Distrito Federal já distribuiu e realizou a inserção de 6.692 unidades do Implanon, implante subdérmico contraceptivo de longa duração, entre fevereiro e o fim de maio deste ano. Incorporado recentemente ao Sistema Único de Saúde (SUS), o método está disponível para meninas e mulheres de 14 a 49 anos em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) da capital.
Considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes da atualidade, o Implanon tem duração de até três anos e apresenta taxa de falha inferior a 0,05%. O dispositivo é inserido sob a pele da parte interna do braço por médicos e enfermeiros capacitados, em um procedimento simples e rápido realizado com anestesia local.
Inicialmente destinado a grupos prioritários, o contraceptivo teve sua oferta ampliada após a capacitação de mais profissionais e a chegada de 5,5 mil novos dispositivos à rede pública. Com isso, o acesso passou a ser universal para mulheres em idade fértil atendidas pelo SUS no DF.
A Secretaria de Saúde reforça que o Implanon tem finalidade exclusivamente contraceptiva e não deve ser confundido com os chamados “chips da beleza”, implantes hormonais associados a fins estéticos e proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ganho de massa muscular ou melhora de desempenho físico.
Embora seja altamente eficaz na prevenção da gravidez, o método pode provocar efeitos colaterais nos primeiros meses de uso, como alterações no ciclo menstrual, mudanças na pele e nos cabelos, sensibilidade mamária, dores de cabeça e variações de peso, enquanto o organismo se adapta ao hormônio liberado pelo implante.
Além do Implanon, a rede pública oferece outros métodos contraceptivos, como preservativos, pílulas anticoncepcionais, injeções e esterilização cirúrgica. A Secretaria de Saúde destaca que apenas os preservativos protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e recomenda que a escolha do método seja feita com orientação profissional, de acordo com as necessidades e características de cada paciente.









