domingo, 28 de junho de 2026 13:13
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Mercado reduz previsão de crescimento da economia para 2025

Foto de Nathália Rosa na Unsplash

Boletim Focus aponta PIB menor, alta da inflação e juros elevados

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira em 2025 foi reduzida, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central (BC). A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,98% para 1,97%, enquanto a estimativa para 2026 foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado prevê um crescimento de 2% ao ano.

Apesar da redução na expectativa de crescimento para os próximos anos, a economia brasileira cresceu 3,4% em 2024, registrando o quarto ano consecutivo de expansão. Esse foi o melhor desempenho desde 2021, quando o PIB aumentou 4,8%.

Dólar e inflação acima da meta

A cotação do dólar está prevista para R$ 5,92 ao final de 2025, podendo alcançar R$ 6 em 2026.

Já a estimativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi mantida em 5,65% para 2025, valor superior ao teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 4,5%. Para os anos seguintes, a previsão é de 4,5% em 2026, 4% em 2027 e 3,78% em 2028.

A inflação tem sido pressionada pela alta nos preços de energia elétrica e alimentos. Em fevereiro, o IPCA registrou alta de 1,31%, o maior índice para o mês desde 2003. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 5,06%.

Juros em alta para conter inflação

Para conter a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic para 14,25% ao ano, no quinto aumento consecutivo. A decisão foi influenciada pelo aumento dos preços e pelas incertezas da economia global.

Segundo o Copom, a economia brasileira segue aquecida, apesar de sinais de desaceleração. O órgão alertou que a inflação de serviços pode permanecer elevada e que continuará monitorando os impactos da política econômica do governo.

O mercado financeiro projeta que a Selic suba para 15% ao ano até o final de 2025. Nos anos seguintes, a previsão é de queda gradual: 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

Impacto dos juros na economia

O aumento da Selic tem como objetivo reduzir a demanda e controlar a inflação. Com juros mais altos, o crédito fica mais caro, desestimulando o consumo e incentivando a poupança. No entanto, essa estratégia também pode dificultar o crescimento econômico, uma vez que investimentos e empréstimos se tornam mais caros.

Por outro lado, se a taxa Selic for reduzida, o crédito tende a ficar mais acessível, estimulando a produção e o consumo. No entanto, isso pode gerar pressão inflacionária, exigindo ajustes na política monetária.

Diante desse cenário, o Banco Central segue atento aos desafios da economia brasileira, equilibrando o controle da inflação e o estímulo ao crescimento.