quinta-feira, 16 de julho de 2026 18:18
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Previsão de crescimento econômico do Brasil sobe pela quinta semana consecutiva

 

Mercado financeiro eleva estimativa de expansão do PIB para 2,92% em 2023 e projeta inflação acima da meta

 

 

O mercado financeiro elevou, pela quinta semana consecutiva, sua previsão para o crescimento da economia brasileira em 2023, passando de 2,89% para 2,92%, de acordo com o boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Além disso, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 é de um crescimento de 1,5%, enquanto para os anos de 2025 e 2026, projeta-se expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,9% em comparação com os primeiros três meses de 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um avanço de 3,4%. No acumulado de 12 meses, o PIB registra alta de 3,2%, e no semestre, a alta acumulada é de 3,7%.

Quanto à inflação, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – se manteve em 4,86% no boletim Focus. Para 2024, a estimativa é de 3,86%, e para os anos de 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para ambos os anos. Essas estimativas estão acima da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2023, que é de 3,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 12,75% ao ano. O mercado financeiro prevê que a Selic encerrará 2023 em 11,75% ao ano, caindo para 9% ao ano no final de 2024. Para os anos de 2025 e 2026, a projeção é de que a taxa básica de juros fique em 8,5% ao ano para ambos os anos.

Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,95 para o fim de 2023 e em R$ 5 para o fim de 2024. Essas estimativas indicam um cenário de maior estabilidade na moeda estrangeira em relação ao real nos próximos anos.