quinta-feira, 17 de setembro de 2026 21:21
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Afaste de mim este cálice

Foto: Reprodução

 

Campanha de André Kubitschek ao lado de Paulo Octávio reacende controvérsias envolvendo o empresário e pode trazer novamente os negócios da família ao centro do debate.

 

Sem os votos esperados e apesar de uma campanha milionária, a estratégia de André Kubitschek de trazer o pai, o empresário Paulo Octávio, para os vídeos de campanha pode custar caro aos negócios da família.

Perto do poder, Paulo foi pivô da Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009, que resultou em dezenas de processos penais por desvio de recursos públicos, no bloqueio de seus bens e no afastamento de aliados políticos que dependiam de sua estrutura. O grupo empresarial se fraturou, perdeu contratos e viu a reputação no mercado despencar nos anos seguintes.

Longe dos holofotes, Paulo voltou a ser apenas o empresário condenado no STJ por fraude contra as vítimas do Palace II, empreendimento cujo colapso arrastou centenas de compradores para anos de disputa judicial. Mais recentemente, reportagens do Metrópoles em 2024 e 2025 voltaram a apontá-lo por fraudes em contratos de aluguel firmados com órgãos públicos, reabrindo a discussão sobre suas práticas empresariais.

Com pai e filho de volta às ruas, lado a lado nos palanques e nos vídeos de campanha, a tendência é que as autoridades voltem a olhar com mais rigor para a dupla e seus negócios. Reaproximar a imagem de Paulo Octávio da vida pública, justamente quando os holofotes se acendem, pode reabrir feridas que a família levou anos tentando cicatrizar.