quinta-feira, 25 de junho de 2026 12:12
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Copa acende alerta para risco de sarampo

Saúde alerta: vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar o sarampo | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

 

Secretaria de Saúde do DF reforça importância da vacinação diante do aumento de casos nos países-sede da Copa do Mundo de 2026.

Com a realização da Copa do Mundo de 2026 e a intensa circulação de turistas entre diferentes países, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alerta a população para o risco de reintrodução do sarampo no Brasil. O motivo é o aumento expressivo de casos da doença nos Estados Unidos, Canadá e México, países que sediam o torneio.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 248 mil casos de sarampo foram confirmados no mundo em 2025. Nos países-sede da Copa, os números também chamam atenção. O México registrou mais de 9 mil casos neste ano, enquanto os Estados Unidos contabilizaram 1.738 ocorrências e o Canadá, 871.

De acordo com a pediatra Marília Higino, da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SES-DF, a baixa cobertura vacinal tem contribuído para a circulação do vírus. Ela destaca que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença.

Embora o Brasil mantenha desde 2024 o status de país livre da circulação do sarampo, a vigilância permanece ativa. No Distrito Federal, foram registradas 71 notificações suspeitas em 2025, com apenas um caso importado confirmado. Em 2026, nenhuma das 20 suspeitas notificadas foi confirmada até o momento.

A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente em mais de 170 unidades básicas de saúde do DF. A recomendação é que crianças, jovens, adultos e profissionais de saúde mantenham o esquema vacinal atualizado para evitar a disseminação da doença.

O sarampo é altamente contagioso e pode provocar febre alta, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. Diante desses sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e diagnóstico. Especialistas reforçam que a prevenção por meio da vacinação é a medida mais eficaz para proteger a população e impedir novos surtos da doença.

*Com informações da Secretaria de Saúde