
País recebeu US$ 6,1 bilhões em aportes e se destacou nos setores de energia limpa, mineração e indústria automotiva
O Brasil voltou a ocupar a primeira posição no ranking mundial de investimentos chineses em 2025, segundo dados divulgados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O país concentrou 10,9% dos investimentos globais da China, superando os Estados Unidos e a Guiana, que registraram 6,8% e 5,7%, respectivamente.
Ao longo do ano, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em dezenas de projetos financiados por empresas chinesas, representando um crescimento de 45% em relação a 2024. O resultado marca o maior volume de investimentos chineses no país desde 2017, quando os aportes chegaram a US$ 8,8 bilhões.
De acordo com o CEBC, fatores como o grande mercado consumidor brasileiro, a abundância de recursos naturais e o potencial de energia limpa tornam o país estratégico para investidores chineses. Além disso, a valorização de setores ligados à transição energética aumentou o interesse estrangeiro em áreas como mineração e energia renovável.
O setor elétrico permaneceu como principal destino do capital chinês, enquanto a mineração apresentou forte expansão, triplicando os investimentos em 2025. Já a indústria automotiva respondeu por 15,8% do total investido, impulsionada pela atuação de montadoras como BYD e GWM, que transformaram antigas fábricas de empresas ocidentais em polos de produção de veículos elétricos e híbridos.
Os investimentos chineses também avançaram em áreas como tecnologia, logística, eletrônicos, economia digital e até no setor de fast food e delivery. Empresas como Mixue, Keeta e a fabricante de smartphones Jovi ampliaram sua presença no mercado brasileiro.
Especialistas apontam que a tendência é de continuidade dos investimentos chineses no Brasil, principalmente em setores ligados à descarbonização da economia, novas energias e expansão industrial.









