
Candidato do PSD à Presidência promete um governo “transformador” e defende mudanças em áreas como segurança, educação, saúde e desenvolvimento econômico
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, apresenta em seu plano de governo a proposta de implementar uma gestão que classifica como “transformadora”. Médico e produtor rural, Caiado foi deputado federal por cinco mandatos e senador por Goiás. Também governou o estado entre 2019 e março de 2026, quando deixou o cargo para disputar a Presidência.
No documento, o candidato afirma que pretende combinar pacificação democrática, responsabilidade fiscal, segurança pública, investimentos, aumento da produtividade, gestão profissional e uma política externa pragmática. Caiado também destaca a necessidade de articulação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da cooperação com estados e municípios.
Segurança pública
A segurança aparece entre as principais áreas do programa. Caiado afirma que o avanço das organizações criminosas e das milícias é um dos problemas mais graves enfrentados pelo país.
Entre as propostas estão a criação do Ministério da Segurança Pública, de um Sistema Integrado de Proteção à Soberania Nacional e de um Conselho Estratégico Nacional de Segurança Pública e Combate ao Terrorismo Doméstico, com participação dos governadores.
O candidato também propõe mudanças na legislação para classificar organizações criminosas e milícias como grupos terroristas domésticos, reduzir para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes graves e aumentar penas para determinados delitos.
O plano prevê ainda mudanças no combate ao crime organizado, incluindo novas regras para o emprego das Forças Armadas, endurecimento das punições para integrantes e financiadores de organizações criminosas e maior controle sobre as apostas on-line.
Na área de investigação, Caiado propõe um protocolo nacional para casos de homicídio, feminicídio e latrocínio. O programa também prevê medidas específicas de proteção a mulheres, crianças e adolescentes.
Economia
Na economia, o candidato propõe uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo com aumento dos investimentos. A meta apresentada é elevar a taxa de investimento do país de aproximadamente 17% para 25% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para alcançar esse objetivo, Caiado defende uma trajetória fiscal sustentável, redução do custo do capital, qualificação da mão de obra e modernização da infraestrutura. O plano também relaciona o crescimento da produtividade a investimentos em educação, ciência, tecnologia e segurança jurídica.
Educação
Na educação, uma das principais propostas é a criação de um pacto nacional pela alfabetização e pelo ensino da matemática. A meta é garantir que as crianças dominem essas competências até o final do 2º ano do ensino fundamental.
O programa também prevê ações para reduzir o abandono escolar, valorizar professores, ampliar o ensino em tempo integral e fortalecer a educação profissional e tecnológica de acordo com as demandas do mercado de trabalho.
A área educacional é uma das prioridades que Caiado também tem destacado durante a campanha. Em agosto, o candidato afirmou que a educação seria uma das prioridades de um eventual governo.
Saúde
Na saúde, o plano defende a manutenção dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), mas com maior ênfase em prevenção, tecnologia e organização do atendimento.
Caiado propõe rever os critérios para o agendamento de consultas e procedimentos, considerando fatores como gravidade do quadro, risco de agravamento da doença, vulnerabilidade do paciente e tempo de espera.
Durante a campanha, o candidato também apresentou propostas relacionadas ao uso de inteligência artificial no SUS, incluindo prontuários médicos digitais e agendamento virtual, com o objetivo de reduzir filas e acelerar diagnósticos.
O plano de governo também reúne propostas para áreas como agronegócio, ciência e tecnologia, cultura, defesa, energia, esporte, infraestrutura, meio ambiente, mobilidade e desenvolvimento regional.
A candidatura de Ronaldo Caiado pelo PSD ainda estava entre os registros pendentes de julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2 de setembro.









