
Candidato à Presidência defende ampliação do investimento estatal, mudanças nas relações de trabalho, reforma agrária e fortalecimento da saúde e educação públicas
O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) à Presidência da República, Rui Costa Pimenta, apresenta para as eleições de 2026 um programa dividido em diferentes áreas, com propostas para saúde, educação, habitação, reforma agrária, economia e mercado de trabalho. A candidatura foi confirmada pelo partido em agosto.
Na área da saúde, o PCO defende o aumento dos recursos destinados ao setor público, a construção de hospitais e postos de saúde e a contratação de profissionais. Entre as propostas está a abertura de centenas de cursos de medicina e enfermagem, com acesso livre nas universidades públicas. O programa do partido também prevê a expansão da estrutura do SUS e a estatização da produção e distribuição de medicamentos essenciais.
Educação
Para a educação, o programa propõe a estatização do ensino privado, o fim dos vestibulares e o aumento dos recursos destinados à rede pública. Também prevê jornada de trabalho de, no máximo, 30 horas semanais para professores.
O partido defende que o acesso ao ensino superior seja ampliado e que as universidades públicas recebam todos os estudantes que desejem ingressar, sem a utilização do vestibular como mecanismo de seleção.
Habitação e reforma agrária
Na habitação, Rui Costa Pimenta propõe a expropriação de imóveis vazios pertencentes a especuladores do mercado imobiliário, além da proibição de despejos e desocupações e da construção de milhões de moradias.
Na reforma agrária, o programa prevê o assentamento de milhões de trabalhadores sem-terra acampados e a demarcação de terras indígenas em áreas em disputa com grandes proprietários rurais. O candidato também defende o direito de trabalhadores do campo e indígenas ao armamento.
Economia
Entre as propostas econômicas estão o cancelamento das privatizações realizadas, a redução de 50% no preço dos combustíveis e o fim da política de paridade dos preços com o dólar.
O programa também prevê reposição integral das perdas salariais, aumento emergencial de 50% dos salários, salário mínimo de pelo menos R$ 7,5 mil, Bolsa Família de pelo menos um salário mínimo e cancelamento das dívidas dos trabalhadores com o sistema financeiro.
O PCO ainda propõe a estatização do sistema financeiro, cobrança de impostos sobre grandes fortunas, fim da independência do Banco Central e substituição da tributação sobre consumo e salários por impostos sobre os ganhos de grandes empresas e fortunas. As propostas constam do programa eleitoral divulgado pelo partido.
Trabalho e Previdência
Para o mercado de trabalho, Rui Costa Pimenta defende o cancelamento da reforma trabalhista e a revogação das reformas previdenciárias.
O programa estabelece como proposta uma jornada máxima de sete horas por dia, cinco dias por semana, totalizando 35 horas semanais, sem redução salarial. Também prevê salário-desemprego equivalente ao último salário recebido e a proibição de demissões, além de medidas de proteção a trabalhadores desempregados.
Na Previdência, o candidato propõe aposentadoria após 25 anos de trabalho para mulheres e 30 anos para homens, além da reposição integral das perdas acumuladas nas aposentadorias e pensões.
O programa eleitoral do PCO resume sua proposta econômica e trabalhista em medidas como aumento emergencial de salários, redução da jornada, cancelamento de privatizações, anulação das dívidas dos trabalhadores e aumento dos investimentos públicos em saúde e educação.
A candidatura de Rui Costa Pimenta integra a disputa presidencial de 2026 pelo PCO, que confirmou a chapa nacional durante sua convenção realizada em agosto.









