quinta-feira, 23 de julho de 2026 23:23
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Flávio Bolsonaro diz sofrer “perseguição desproporcional” após quebra de sigilo de escritório de advocacia

Divulgação: Carlos Moura/Agência Senado

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (23) que é alvo de uma “perseguição desproporcional” após a quebra do sigilo de seu escritório de advocacia para apurar se houve recebimento de recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., empresa investigada por suposta ligação com repasses do Banco Master.

Durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, o parlamentar negou ter recebido qualquer valor da empresa e criticou a divulgação de informações relacionadas ao caso. Segundo Flávio, imagens de notas fiscais canceladas foram divulgadas pela imprensa, embora, de acordo com ele, apenas seu escritório e órgãos federais, como a Receita Federal, tivessem acesso aos documentos.

“Mesmo eu não sendo investigado por nada, por ser totalmente ficha limpa, mas ficam criando narrativas o tempo inteiro pra tentar me desumanizar e me atacar”, afirmou o senador.

Flávio declarou que não é investigado no caso e classificou como injustificada a quebra do sigilo de seu escritório. Para ele, a medida representa uma tentativa de desgastar sua imagem pública.

Notas fiscais foram canceladas

Mais cedo, foi divulgado que, em 7 de abril de 2025, o escritório de advocacia ligado ao senador emitiu duas notas fiscais no valor de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. As notas, no entanto, foram posteriormente canceladas.

Segundo Flávio Bolsonaro, o cancelamento ocorreu porque decidiu não prestar serviços à empresa.

“Eu não aceitei trabalhar para essa empresa”, afirmou ao explicar a emissão e o posterior cancelamento das notas fiscais.

Comparação com caso envolvendo filho do presidente Lula

Durante a transmissão, o senador também comparou sua situação ao caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), investigado por suposto envolvimento em um esquema relacionado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Sem apresentar novas provas, Flávio afirmou que não aceita ser colocado “no mesmo patamar” de integrantes do PT e classificou como corrupção as investigações envolvendo os citados por ele.

“Eu não sou investigado em absolutamente nada. Vocês não vão me puxar para o mesmo patamar onde está o PT, onde está o Lula, onde está o Lulinha e onde está o Careca do INSS”, declarou.

Senador cita restrição para visitar Jair Bolsonaro

Flávio também comentou a decisão judicial que o impede de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. Sem mencionar diretamente o Judiciário, o senador voltou a afirmar que sofre perseguição.

Segundo ele, a restrição reforça sua percepção de que é alvo de medidas desproporcionais por representar uma ameaça ao que chamou de “sistema”.

“Fico com saudades, ainda mais agora quando a gente tá proibido de ver o próprio pai. Eu sou claramente uma pessoa altamente perseguida. Está acontecendo agora algo completamente desproporcional”, afirmou.

O caso envolvendo a Copenhagen Assessoria e Consultoria segue sob apuração pelas autoridades competentes. Até o momento, Flávio Bolsonaro sustenta que não recebeu recursos da empresa, não prestou serviços à companhia e que as notas fiscais emitidas foram canceladas antes da efetivação de qualquer operação.