quarta-feira, 9 de setembro de 2026 11:11
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Vacina contra meningite é ampliada para bebês

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Anvisa autoriza uso da MenQuadfi a partir de 6 semanas de vida e também aprova novo medicamento para casos de toxicidade por metotrexato.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação da indicação da vacina MenQuadfi para crianças a partir de 6 semanas de idade. Com a decisão, o imunizante passa a poder ser utilizado em bebês, crianças e adultos para prevenir a doença meningocócica invasiva provocada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.

A MenQuadfi é uma vacina meningocócica conjugada aplicada por via intramuscular. A ampliação da indicação inclui um dos grupos mais vulneráveis às formas graves da doença: os bebês durante o primeiro ano de vida.

A decisão da Anvisa foi baseada em estudos clínicos que avaliaram a segurança da vacina em aproximadamente 6 mil bebês, com idades entre 6 semanas e menos de 12 meses. Também foram analisados dados de mais de 5 mil crianças que receberam doses de reforço a partir dos 12 meses.

Segundo a agência, os resultados apresentaram um perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem novas preocupações relevantes relacionadas ao produto.

Doença pode evoluir rapidamente

A Neisseria meningitidis pode ser transmitida por meio de gotículas de secreções respiratórias. Embora muitas pessoas sejam portadoras assintomáticas, a bactéria pode, em alguns casos, invadir a corrente sanguínea e provocar a doença meningocócica invasiva.

A infecção é considerada grave e pode evoluir rapidamente, inclusive para óbito. A letalidade fica em torno de 10%, enquanto até 20% dos sobreviventes podem desenvolver sequelas permanentes e incapacitantes.

Bebês e crianças pequenas estão entre os grupos que apresentam maior risco de complicações graves.

Novo medicamento

A Anvisa também aprovou o registro do Voraxaze (glucarpidase), medicamento destinado a reduzir rapidamente concentrações tóxicas de metotrexato no organismo de pacientes com insuficiência renal aguda ou atraso na eliminação do medicamento.

A autorização contempla adultos e crianças com mais de 28 dias de vida.

O metotrexato é utilizado em altas doses no tratamento de determinados tipos de câncer. Quando o organismo não consegue eliminar adequadamente a substância, ela pode se acumular e provocar toxicidade grave.

O glucarpidase atua como uma enzima recombinante que quebra o metotrexato e reduz sua concentração no sangue, permitindo que a substância seja eliminada por uma via alternativa à dos rins. A nova opção terapêutica pode beneficiar pacientes que apresentam níveis potencialmente tóxicos do quimioterápico.