quinta-feira, 2 de julho de 2026 11:11
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SUS realiza primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância em hospital filantrópico

Divulgação: Reprodução/@mincomunicacoes

 

Procedimento conectou unidades do Hospital de Amor em Rondônia e São Paulo, permitindo cirurgia de câncer de reto com comando remoto a quase 2.700 quilômetros de distância

Um paciente atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entrou para a história da medicina brasileira nesta terça-feira (30) ao ser submetido à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada em um hospital filantrópico do país. O procedimento conectou, em tempo real, as unidades do Hospital de Amor na Amazônia, em Porto Velho (RO), e em Barretos (SP), separadas por cerca de 2.700 quilômetros.

A cirurgia foi realizada para tratar um câncer de reto. Enquanto a equipe médica presente em Porto Velho ficou responsável pelo atendimento direto ao paciente e pelo suporte durante todo o procedimento, especialistas em Barretos acompanharam a operação e comandaram remotamente os instrumentos robóticos utilizados na intervenção.

Para garantir a segurança da telecirurgia, os ministérios das Comunicações e da Saúde, em parceria com o Hospital de Amor, desenvolveram um protocolo específico de conectividade. A operação contou com duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em tecnologia 5G e uma rede dedicada por VPN, assegurando estabilidade e resposta em tempo real durante toda a cirurgia.

Um dos principais requisitos técnicos foi manter a latência — intervalo entre o comando realizado pelo cirurgião remoto e a resposta do robô — abaixo de 100 milissegundos, padrão considerado essencial para esse tipo de procedimento de alta precisão.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, acompanhou a operação em Barretos e destacou o potencial da tecnologia para ampliar o acesso da população a tratamentos especializados.

Segundo ele, a telecirurgia representa um exemplo de como a transformação digital pode aproximar especialistas de pacientes que vivem longe dos grandes centros urbanos, contribuindo para salvar vidas e reduzir desigualdades no acesso à saúde.

Na avaliação do Ministério das Comunicações, a iniciativa demonstra que o fortalecimento da infraestrutura de telecomunicações pode permitir a realização de procedimentos de alta complexidade em regiões distantes, beneficiando pacientes atendidos exclusivamente pelo SUS.

O diretor de Inovação do Hospital de Amor, Luis Gustavo Romagnolo, ressaltou que o projeto representa mais do que um avanço tecnológico, sendo também um importante passo para ampliar o acesso da população brasileira a tratamentos especializados por meio da rede pública de saúde.

Referência nacional no atendimento oncológico, o Hospital de Amor oferece assistência 100% gratuita pelo SUS. Apenas em 2025, a instituição realizou mais de 2 milhões de atendimentos, entre consultas, exames e procedimentos, beneficiando mais de 613 mil pacientes provenientes de 2.711 municípios brasileiros.