
Especialista da Secretaria de Saúde destaca diferenças entre as doenças e orienta população a procurar atendimento médico diante dos primeiros sinais
Transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue e a chikungunya apresentam sintomas semelhantes, mas possuem características que ajudam a diferenciá-las. Enquanto a dengue costuma se manifestar com febre alta e repentina, geralmente acima de 38°C, a chikungunya é marcada por dores intensas nas articulações, que podem comprometer a mobilidade dos pacientes.
Segundo o infectologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e referência técnica na área, José David Urbaez, a chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, especialmente em regiões como mãos, pés, punhos e tornozelos.
“A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses”, explica o especialista.
Além da febre, a dengue pode causar dores de cabeça, atrás dos olhos e nos músculos. Em situações mais graves, a doença pode evoluir para sangramentos em mucosas e surgimento de manchas vermelhas na pele. Já sintomas como mal-estar, vermelhidão, dores de cabeça e nas articulações também podem ocorrer em pacientes com chikungunya.
Diagnóstico é fundamental
Apesar das diferenças clínicas, a confirmação das doenças deve ser feita por meio de avaliação médica e exames laboratoriais. Na rede pública de saúde do Distrito Federal, estão disponíveis testes rápidos, além de exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na identificação precisa das arboviroses.
A orientação da SES-DF é que pessoas com febre, dores no corpo ou nas articulações procurem atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). De acordo com Urbaez, a maior parte dos casos pode ser acompanhada na atenção primária.
“A maioria dos casos de dengue pode ser totalmente gerenciada na atenção primária, com hidratação, repouso e medicamentos para aliviar os sintomas. Os casos graves são encaminhados aos hospitais regionais”, destaca.
Prevenção continua sendo a principal arma
Eliminar recipientes que acumulam água parada permanece sendo a medida mais eficaz para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Pneus, garrafas, calhas e caixas d’água destampadas estão entre os principais criadouros do mosquito transmissor.
No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde mantém diversas ações de combate às arboviroses, incluindo borrifação intradomiciliar, utilização de drones para identificação de focos do mosquito, instalação de armadilhas e aplicação da vacina contra a dengue para os públicos contemplados pela estratégia de imunização.
Outra medida adotada é a liberação dos chamados wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia. A tecnologia reduz a capacidade de transmissão de vírus pelo Aedes aegypti e reforça as ações de controle e prevenção das doenças.
Com a chegada dos períodos mais favoráveis à proliferação do mosquito, autoridades de saúde reforçam a importância da participação da população no combate aos criadouros, contribuindo para a redução dos casos de dengue, chikungunya e outras arboviroses.
Com informações da SES-DF.









