segunda-feira, 15 de junho de 2026 13:13
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DF investe em medidas para reduzir filas nos restaurantes comunitários

Tempo de espera médio tem sido de pouco mais de 20 minutos nos restaurantes onde a medida já foi implementada | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

Sistema de tíquete e ampliação de caixas diminuem tempo médio de espera para cerca de 20 minutos

 

 

O Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) tem intensificado ações para reduzir filas e o tempo de espera nos restaurantes comunitários do Distrito Federal. Entre as principais medidas adotadas estão o aumento do número de caixas para venda das fichas das refeições, a ampliação dos balcões de atendimento e a implantação de um sistema de cadastramento prévio dos frequentadores, que passam a receber um tíquete de identificação.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, o monitoramento das filas é feito diariamente para evitar que o tempo de espera ultrapasse o limite considerado adequado. “Nós acompanhamos diariamente junto às equipes dos restaurantes o andamento das filas para evitar que o tempo de espera seja maior que o normal para os frequentadores. Sabemos que a procura aumenta em dias de cardápios específicos, como terça-feira, com frango assado, e sexta-feira, com feijoada. Por isso estamos implementando essas ações que vão qualificar o atendimento”, explicou.

Nas unidades onde o sistema já foi implantado, como no restaurante de Sobradinho, o tempo médio de espera caiu para cerca de 21 minutos — dentro do prazo máximo de 30 minutos estabelecido pela Lei nº 2.529/2000. A expectativa da pasta é que esse tempo diminua gradualmente à medida que o cadastramento avance e o novo sistema seja plenamente consolidado.

Atualmente, os restaurantes de Santa Maria, Itapoã, Paranoá e Sobradinho já operam com o tíquete de identificação. A meta é estender o modelo para todas as 18 unidades em funcionamento no DF.

De acordo com a secretária, o cadastro não tem caráter restritivo. “Não é uma medida para impedir o acesso de ninguém, mas sim para agilizar o atendimento e reforçar a segurança das unidades, inibindo a entrada de pessoas que não estejam ali com o objetivo de se alimentar”, destacou.

A diretora de Gestão de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes-DF, Karen Moreno, explicou que o aumento de caixas e balcões também foi uma demanda identificada pelas equipes técnicas. “Como estamos implementando o tíquete, muitas pessoas ainda não sabem que precisam informar o CPF. Às vezes, o cidadão chega na hora e precisa procurar o documento, o que pode atrasar um pouco o atendimento”, afirmou.

Ampliação do serviço e combate à fome

Desde 2019, a Sedes-DF ampliou o alcance dos restaurantes comunitários. Além da inauguração de quatro novas unidades, 15 dos 18 restaurantes passaram a oferecer três refeições diárias: café da manhã (R$ 0,50), almoço (R$ 1) e jantar (R$ 0,50), com funcionamento todos os dias, incluindo domingos e feriados.

Com a expansão do serviço, o Governo do Distrito Federal (GDF) alcançou a marca de 17 milhões de refeições servidas em 2025. O desempenho contribuiu para que o Distrito Federal conquistasse o primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome.

A ampliação da oferta, segundo a secretária, naturalmente aumenta a demanda. “A procura com certeza cresceu, por isso estamos atentos para sempre aprimorar o serviço”, concluiu.