quinta-feira, 15 de outubro de 2026 12:12
Home Notícias Cultura Linfoma não Hodgkin tipo B: entenda a doença que causou a morte...

Linfoma não Hodgkin tipo B: entenda a doença que causou a morte do cantor Netinho

© Netinho.com.br/Divulgação

Câncer do sistema linfático pode apresentar diferentes níveis de agressividade; diagnóstico envolve exames específicos e tratamento varia conforme o subtipo e o estágio da doença.

O linfoma não Hodgkin de células B, doença que causou a morte do cantor Netinho na terça-feira (13), é um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável por parte das defesas do organismo. A doença ocorre quando os linfócitos, células do sistema imunológico, sofrem alterações e passam a se multiplicar de maneira desordenada, podendo se acumular nos gânglios linfáticos e em outros órgãos.

No caso do cantor, o diagnóstico era de linfoma plasmablástico, um subtipo raro e agressivo do linfoma não Hodgkin de células B, mais frequente em pessoas imunossuprimidas. Segundo a hematologista Talita Maira Bueno da Silveira, do A.C. Camargo Cancer Center, esse tipo apresenta maior dificuldade de tratamento e chances de cura inferiores às de alguns outros linfomas não Hodgkin mais conhecidos.

“É um tipo específico desse linfoma, mais agressivo e mais difícil de tratar. A chance de cura desse linfoma é uma chance menor do que alguns outros linfomas não Hodgkin mais conhecidos”, explicou a especialista.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar 10.180 novos casos de linfoma não Hodgkin em 2026, sendo 5.370 em homens e 4.810 em mulheres.

O que é o linfoma não Hodgkin?

O sistema linfático é formado por uma rede de vasos, gânglios e órgãos, como o baço e as amígdalas. Ele transporta a linfa, um líquido que contém células de defesa chamadas linfócitos, e participa da proteção do organismo contra infecções.

Os linfócitos ficam concentrados, entre outros locais, nos linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos, presentes em regiões como pescoço, axilas e virilhas.

Nos casos de linfoma não Hodgkin, essas células sofrem alterações e passam a se multiplicar sem controle, provocando o acúmulo de células anormais nos linfonodos ou em outras partes do corpo.

A doença pode se originar em diferentes tipos de linfócitos. Quando as células afetadas são do tipo B, o câncer é classificado como linfoma não Hodgkin de células B. Também existem os linfomas de células T e de células NK, conhecidos como natural killer, que são menos comuns.

A agressividade varia conforme o subtipo. Alguns linfomas crescem lentamente, enquanto outros evoluem rapidamente e exigem tratamento imediato.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar de acordo com o subtipo do linfoma, a velocidade de crescimento e as regiões do corpo atingidas. Entre os sinais mais frequentes estão:

  • aumento dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço, nas axilas e nas virilhas;
  • febre persistente;
  • suores noturnos intensos;
  • perda de peso sem explicação;
  • cansaço e fadiga.

Também podem ocorrer coceira, erupções avermelhadas na pele, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse, dor de cabeça e dificuldade de concentração.

Nas formas mais agressivas, podem surgir dor no pescoço, nos braços ou no abdome, dificuldade para respirar, fraqueza nos braços ou nas pernas e confusão mental.

A presença desses sintomas não significa necessariamente que a pessoa tenha linfoma. No entanto, alterações persistentes, especialmente o aumento dos gânglios sem causa aparente, devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

Quais são os fatores de risco?

As causas exatas do linfoma não Hodgkin ainda não são totalmente conhecidas. Entretanto, alguns fatores estão associados ao aumento do risco de desenvolvimento da doença.

Entre eles estão idade, sexo, comprometimento do sistema imunológico, doenças autoimunes, exposição à radiação e contato com determinadas substâncias tóxicas.

Algumas infecções virais e bacterianas também estão associadas a subtipos específicos de linfoma. É o caso do vírus Epstein-Barr, do HIV, do HTLV, sigla para vírus linfotrópico de células T humanas, e da bactéria Helicobacter pylori.

A presença de um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa desenvolverá a doença. Da mesma forma, pessoas sem fatores conhecidos também podem receber o diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação começa com a avaliação clínica e pode incluir exames de imagem e procedimentos para analisar os tecidos e as células suspeitas.

A biópsia de um linfonodo ou de outro tecido afetado é fundamental para confirmar o diagnóstico e identificar o subtipo do linfoma. Dependendo do caso, também podem ser solicitados exames de sangue, avaliação da medula óssea, radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET-CT.

Após a confirmação, é realizado o estadiamento, procedimento que identifica a extensão da doença e verifica se outros órgãos foram afetados.

A classificação tradicional dos linfomas vai do estágio I ao IV:

  • Estágio I: o linfoma está restrito a uma região de linfonodos ou a uma única estrutura linfática.
  • Estágio II: há comprometimento de duas ou mais regiões de linfonodos do mesmo lado do diafragma.
  • Estágio III: o câncer atinge regiões de linfonodos acima e abaixo do diafragma.
  • Estágio IV: a doença apresenta disseminação para órgãos fora do sistema linfático, como fígado ou medula óssea, conforme os critérios de estadiamento.

Letras adicionais podem ser utilizadas para indicar situações específicas, conforme o sistema de classificação adotado. O estágio é um dos fatores considerados na escolha do tratamento, mas o subtipo do linfoma, a velocidade de progressão e as condições clínicas do paciente também são determinantes.

Quais são os tratamentos disponíveis?

O tratamento depende do subtipo do linfoma, do estágio da doença, da presença de sintomas e do estado geral do paciente. Entre as opções estão quimioterapia, radioterapia, anticorpos monoclonais, terapias-alvo, imunoterapia e, em situações específicas, transplante de células-tronco.

Segundo a hematologista Talita Maira Bueno da Silveira, houve avanços importantes nos últimos anos, especialmente no tratamento dos linfomas não Hodgkin de células B. Novas estratégias permitem direcionar a ação contra as células tumorais ou estimular o sistema imunológico a reconhecê-las e combatê-las.

Entre as alternativas disponíveis para determinados pacientes que não respondem às terapias iniciais estão os anticorpos biespecíficos e a terapia celular CAR-T.

Os anticorpos biespecíficos são medicamentos desenvolvidos para aproximar células do sistema imunológico das células cancerígenas, favorecendo o ataque ao tumor. Já a terapia CAR-T utiliza células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório para reconhecer e combater as células tumorais.

“Essa é uma nova modalidade de tratamento que não ataca diretamente o tumor, e, sim, reativa o sistema imunológico para que ele ataque o tumor”, afirmou a especialista, ao explicar os avanços da imunoterapia celular.

A indicação dessas terapias depende das características da doença e da avaliação médica. Nem todos os pacientes são elegíveis, e o acesso pode variar conforme o tratamento, a disponibilidade e os critérios clínicos.

Embora alguns subtipos de linfoma não Hodgkin apresentem comportamento agressivo, as possibilidades de tratamento variam consideravelmente. Por isso, o diagnóstico preciso e a identificação do subtipo são essenciais para orientar a conduta médica.

casibomcasibommrking10058matbetmeritkinggiftcardmall mygiftvdcasinojojobetimajbetmaltepe escortcasibomcasibomcasibom güncel girişbetordercasibomjojobetjojobetmadridbetGrandpashabetDeneme Bonusu Veren Siteler 2026meritkingmarsbahiskutu patlatmarsbahisescort mersinjojobetcasino siteleriDeneme Bonusudeneme bonusuvdcasinojojobetjojobetgrandpashabet girişjojobet girişcasino sitelericanlı casino sitelerisheratonkingtaraftarium24dizipaljustin tvmadridbettaraftarium24