Weligton: Entre ‘Fatos e Fake News’

Foto: Renato Alves/Agência Brasília.

Com décadas de atuação na comunicação pública, secretário segue como um dos principais articuladores da relação entre o governo e a imprensa

 

Na política, nem sempre os ataques surgem por erros. Muitas vezes, aparecem justamente quando alguém acumula experiência, influência e capacidade de articulação. É o que observam integrantes do Governo do Distrito Federal ao analisar as recentes tentativas de desgastar a imagem do secretário de Comunicação, Weligton Luiz Moraes.

Com uma trajetória construída ao longo de décadas, Weligton ocupa atualmente o cargo de secretário de Comunicação pela sexta vez, um feito raro na administração pública e que evidencia o reconhecimento de diferentes governos ao seu trabalho. Não por acaso, sua permanência no núcleo estratégico da gestão tem despertado incômodo entre adversários políticos que, sem apresentar fatos concretos, apostam na disseminação de versões e especulações para tentar criar desgaste.

Nascido em Feira de Santana e radicado no Distrito Federal desde 1960, Weligton Moraes é jornalista, economista e pós-graduado em Gestão Pública. Sua experiência inclui passagens pelos governos de Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, Ibaneis Rocha e, atualmente, da governadora Celina Leão.

Poucos profissionais da comunicação pública no Distrito Federal possuem um currículo semelhante. Sua atuação atravessou diferentes momentos políticos, sempre ocupando posições de confiança e participando das principais decisões relacionadas à comunicação institucional.

Nos bastidores do Palácio do Buriti, a avaliação é que Weligton continua plenamente alinhado ao projeto administrativo de Celina Leão. Mais do que um gestor da comunicação, ele permanece como um dos principais interlocutores do governo junto aos empresários da mídia, proprietários de veículos, diretores de redação, colunistas e jornalistas.

Quem conhece o funcionamento da administração pública sabe que existem diferenças entre quem executa tarefas rotineiras e quem participa das decisões estratégicas. No atual governo, Weligton segue ocupando a segunda posição: a de conselheiro político e formulador de estratégias de comunicação.

Aliados afirmam que o barulho criado recentemente tem origem muito mais em disputas internas e interesses políticos do que em qualquer fato relevante relacionado ao desempenho do secretário. Brasília, afinal, possui uma longa tradição de transformar especulações em manchetes e de fabricar crises quando faltam motivos concretos para o embate político.

A trajetória de Weligton Moraes ajuda a explicar o motivo de tantas atenções voltadas para seu nome. Em 2018, coordenou a pré-campanha de Jofran Frejat ao Governo do Distrito Federal e, após a desistência do candidato, integrou a articulação que levou Ibaneis Rocha à vitória. Desde então, participou da construção da comunicação de um governo reeleito e que mantém forte influência política no DF.

No cenário atual, a avaliação predominante entre aliados é simples: enquanto adversários tentam criar narrativas, Weligton Moraes continua exercendo a função que desempenha há décadas — a de articulador político e institucional de confiança dos governantes que ajudou a eleger e administrar. Em política, currículos sólidos costumam produzir respeito. E, às vezes, também despertam inveja.