domingo, 28 de junho de 2026 05:05
Home Notícias Economia STF pode prorrogar por dois anos prazo para acordo sobre perdas dos...

STF pode prorrogar por dois anos prazo para acordo sobre perdas dos planos econômicos

 

Cristiano Zanin vota a favor da extensão do prazo; julgamento virtual segue até dia 23 de maio


O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (16) favoravelmente à concessão de mais dois anos para que poupadores possam aderir ao acordo de ressarcimento por perdas inflacionárias geradas pelos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991).

Segundo informações do processo, o acordo já teve a adesão de 326 mil pessoas, totalizando cerca de R$ 5 bilhões em compensações. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e busca encerrar definitivamente a disputa judicial em torno dos chamados expurgos inflacionários. Além de Zanin, o ministro Gilmar Mendes também votou a favor da prorrogação, estabelecendo um placar provisório de 2 a 0.

A votação foi aberta nesta sexta-feira e está prevista para ser concluída no próximo dia 23 de maio.

Em seu voto, Zanin também se manifestou pela constitucionalidade dos planos econômicos, argumentando que as medidas foram adotadas com o objetivo de controlar a hiperinflação e garantir a estabilidade monetária. O ministro ainda destacou que o acordo coletivo abrange tanto ações individuais quanto coletivas, dispensando a manifestação expressa de todos os envolvidos.

O STF homologou o acordo em 2018, após negociação entre entidades de defesa do consumidor e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O objetivo era pôr fim às ações judiciais relativas às perdas financeiras decorrentes das mudanças nos índices de correção monetária durante os planos econômicos.

Diante da baixa adesão inicial, o prazo para ingresso no acordo foi prorrogado em maio de 2020 por mais cinco anos, período que termina agora em maio de 2025. A eventual nova prorrogação de dois anos busca permitir que mais poupadores possam acessar os valores a que têm direito.