Brasil busca metas ambiciosas para HIV, hepatite e hanseníase até 2030

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Dráurio Barreira, diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, destaca a perseguição das metas da OMS durante a ExpoEpi

 

 

 

Durante a 17ª edição da ExpoEpi, o diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Dráurio Barreira, afirmou que o Brasil não busca apenas a incidência zero de hanseníase, hepatite e HIV, mas sim a perseguição das metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o ano de 2030.

Barreira destacou a confiança na alcançabilidade das metas propostas pelo Unaids nos próximos dois anos, visando detectar 95% das pessoas com HIV, colocar 95% delas em tratamento antirretroviral e tornar indetectável a carga viral daquelas em tratamento.

O diretor comemorou o sucesso do município de São Paulo na métrica de eliminação da transmissão vertical do HIV e salientou a importância de dar atenção especial a grupos de maior vulnerabilidade, como população em situação de rua, população privada de liberdade, população LGBTQIA+ e povos tradicionais.

Na ExpoEpi, que reuniu profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores, agentes públicos de saúde, pesquisadores e representantes de movimentos sociais, foram debatidos temas como o fortalecimento do sistema público de saúde e os desafios no cumprimento da Agenda 2030 da ONU, que inclui o combate às epidemias de aids, tuberculose, malária, doenças tropicais negligenciadas e hepatites.

A diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Alda Maria da Cruz, abordou os desafios na prevenção e tratamento da hanseníase, destacando a necessidade de capacitação e melhoria da rede de diagnóstico e tratamento.

Outros temas discutidos incluíram a saúde da população negra e o racismo no SUS, a subnotificação do quesito raça-cor nos prontuários de pacientes e a saúde de migrantes, apátridas e refugiados no Brasil.

Além disso, o evento premiou iniciativas exitosas do SUS, com mais de 1,8 mil trabalhos inscritos, o maior número registrado nas edições do evento. As contribuições abrangeram experiências dos serviços de saúde credenciados ao SUS, trabalhos técnico-científicos dos profissionais do SUS e ações desenvolvidas pelos movimentos sociais.