sexta-feira, 14 de agosto de 2026 13:13
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Desemprego cai para 5,4% no Brasil e atinge menor nível para segundo trimestre

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Taxa recuou de 6,1% no primeiro trimestre; Santa Catarina registra o menor índice entre os estados, enquanto Distrito Federal aparece com 6,5%

 

 

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor patamar registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma redução em relação ao primeiro trimestre, quando a taxa de desocupação estava em 6,1%. Entre as 27 unidades da Federação, 11 apresentaram índices abaixo da média nacional. Em cinco estados, a taxa ficou inferior a 3%.

Santa Catarina teve o menor índice do país, com 2,1%, seguido por Mato Grosso, com 2,2%, Espírito Santo, com 2,3%, Rondônia, com 2,6%, e Mato Grosso do Sul, com 2,7%.

No outro extremo, o Amapá registrou a maior taxa de desemprego, com 9,8%, seguido pela Bahia, com 9,1%, e por Piauí e Pernambuco, ambos com 8,3%.

No Distrito Federal, a taxa ficou em 6,5%, acima da média nacional.

Diferenças entre os estados

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre as taxas de desemprego estão relacionadas a fatores como o nível de industrialização, a evolução da atividade econômica e o grau de instrução da população.

No segundo trimestre, o desemprego recuou em 13 unidades da Federação, enquanto as demais apresentaram estabilidade.

Os maiores recuos foram registrados no Rio Grande do Norte, com queda de 1,9 ponto percentual; na Paraíba e no Acre, ambos com redução de 1,6 ponto percentual; e em Tocantins, que teve queda de 1,5 ponto percentual.

Desemprego de longa duração também recua

A pesquisa aponta ainda uma redução no número de pessoas que estão há pelo menos dois anos procurando trabalho. No segundo trimestre, 1,06 milhão de brasileiros estavam nessa situação, o menor contingente da série histórica iniciada em 2012.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve uma queda de 15,6% no número de pessoas em situação de desemprego de longa duração.

Mulheres e população negra seguem com taxas maiores

Apesar da redução geral do desemprego, as diferenças entre grupos populacionais permanecem.

A taxa de desocupação entre os homens ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, o índice chegou a 6,4%.

Considerando a cor ou raça, a taxa foi de 6,9% entre pessoas pretas e de 6,1% entre pardas, ambas acima da média nacional. Entre pessoas brancas, o índice ficou em 4,2%.

O IBGE utiliza as categorias de cor ou raça preta, parda e branca na pesquisa. O Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

Como o IBGE calcula a taxa

A Pnad Contínua acompanha a situação do mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais, considerando diferentes formas de ocupação, como empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.

Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho e ter procurado efetivamente uma ocupação nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todo o país, incluindo os 26 estados e o Distrito Federal.