sexta-feira, 14 de agosto de 2026 13:13
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PF deflagra segunda fase da Operação Sem Refino e tem ex-governador Cláudio Castro como alvo

Foto: Divulgação/ PF

Investigação apura suspeitas de fraudes em licenças ambientais, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados ao setor de combustíveis no Rio de Janeiro

 

 

 

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, que tem entre os alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A nova etapa investiga suspeitas de fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria e indícios de lavagem de dinheiro relacionados ao esquema.

Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão são cumpridos no estado do Rio de Janeiro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, as investigações também apuram possíveis crimes de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e delitos contra a ordem econômica, além de irregularidades na comercialização de combustíveis.

A operação é um desdobramento da primeira fase, realizada em maio deste ano. Na ocasião, a PF passou a investigar a atuação de um grupo econômico do setor de combustíveis suspeito de beneficiar a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

Defesa nega irregularidades

Em nota assinada pelo advogado Carlo Luchione, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação do ex-governador em irregularidades envolvendo a Refit.

Segundo a defesa, um dos endereços alvo das buscas, localizado em Petrópolis, não tem ligação com Castro há meses. Os advogados também afirmaram que ainda não tiveram acesso ao conteúdo integral da investigação e aos elementos que fundamentaram a operação.

A defesa informou que aguarda o acesso aos autos para apresentar uma manifestação mais detalhada. De acordo com a nota, todos os atos praticados por Castro durante o período em que esteve à frente do governo estadual seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.

As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal, e os envolvidos são considerados investigados até que haja eventual conclusão das apurações e decisão judicial.