segunda-feira, 10 de agosto de 2026 14:14
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Depoimento revela trama contra Alfredo Gaspar de abuso sexual

Foto: Agência Senado

 

Comerciante afirma à Polícia Legislativa que teria participado de uma articulação para produzir uma acusação contra o deputado e cita pagamentos, reuniões e participação de outras pessoas

 

 

Por Carlos Arouck

Um depoimento prestado à Polícia Legislativa relata uma suposta articulação para acusar falsamente o deputado federal Alfredo Gaspar, atual vice na chapa de Flávio Bolsonaro, de abuso sexual. Segundo o comerciante que prestou o depoimento, uma narrativa teria sido construída com a participação de uma jovem identificada como Marcela, também mencionada como Jailma, que supostamente assumiria uma identidade falsa e receberia dinheiro para sustentar a acusação.

De acordo com o relato, a suposta articulação teria motivação política e buscaria atingir Alfredo Gaspar, que exerce a função de relator da CPMI do INSS. O depoente afirma que tomou conhecimento do caso após conversas nas quais Carlos Roberto Lopes teria feito ataques verbais ao parlamentar, classificando-o como “canalha”, “safado” e “vagabundo”, além de defender que “tinham que acabar com a raça desse cara”.

Segundo o comerciante, foi nesse contexto que ele teria percebido que a narrativa envolvendo Marcela poderia ser utilizada como instrumento de pressão política contra o deputado.

 

Assessora relata contato e pagamentos

O caso teria ganhado novos contornos em 14 de abril, quando a assessora de Alfredo Gaspar, Marise Pena, relatou ter recebido uma ligação de Luiz Antonio Lopes.

Conforme o depoimento, Lopes teria afirmado conhecer a suposta armação e informado que sua própria conta bancária teria sido utilizada para receber valores destinados a Marcela.

O depoente menciona três transferências: R$ 10 mil, R$ 4 mil e R$ 2,5 mil, que somariam R$ 16,5 mil.

Ainda segundo o relato, um dos pagamentos teria sido realizado por Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer, que, conforme mencionado no depoimento, chegou a ser preso por determinação da própria CPMI sob acusação de mentir ao colegiado.

O comerciante afirma também que os pagamentos seriam realizados, em determinadas situações, por terceiros, o que, segundo sua interpretação, poderia dificultar a identificação dos responsáveis pelas transferências.

Depoimento cita reunião virtual

Outro ponto mencionado no depoimento é uma reunião realizada por meio do Google Meet.

Segundo o comerciante, Marcela teria organizado o encontro, que contou com a participação do deputado federal Lindbergh Farias, Carlos Roberto Lopes, de um vereador de Nova Iguaçu conhecido como “Toninho da Padaria” e de outras pessoas não identificadas.

O depoente afirma que, durante a reunião, Marcela teria cobrado um pagamento que havia sido prometido. Conforme o relato, ela teria sido informada de que o dinheiro seria providenciado e, posteriormente, o valor teria sido pago por meio de terceiros.

O comerciante também declarou que, na sua percepção, Lindbergh Farias aparentava ter conhecimento do contexto discutido nas reuniões e estaria entre as pessoas que acompanhavam os desdobramentos da narrativa.

A afirmação, entretanto, corresponde à percepção relatada pelo depoente e não representa, por si só, comprovação de participação ou conhecimento de qualquer irregularidade por parte do parlamentar.

Suposto mentor é mencionado no depoimento

O nome de Lucas também aparece no relato. Segundo o depoente, Marcela teria apontado esse indivíduo como o responsável inicial pela ideia da suposta simulação.

O conjunto de informações apresentado no depoimento descreve uma possível articulação envolvendo uma acusação que, segundo o comerciante, teria sido fabricada com finalidade política, além de mencionar pagamentos, identidades e reuniões.

As alegações, contudo, dependem de apuração e confirmação pelas autoridades competentes. O conteúdo do depoimento não deve ser tratado isoladamente como prova definitiva dos fatos narrados ou da responsabilidade das pessoas mencionadas.

A eventual confirmação da existência da articulação, da origem dos pagamentos e da participação ou conhecimento dos citados dependerá da análise de documentos, registros bancários, comunicações e demais elementos que possam ser obtidos durante as investigações.

Fonte oantagonista.com.br/brasil/boletim….