quarta-feira, 22 de julho de 2026 13:13
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Dólar fecha no menor nível em mais de um mês com alta do petróleo e juros elevados no Brasil

© José Cruz/Agência Brasil

 

Moeda norte-americana caiu 0,31% e encerrou cotada a R$ 5,073, enquanto Ibovespa ficou praticamente estável em meio às tensões no Oriente Médio.

O dólar voltou a recuar nesta terça-feira (21) e fechou no menor patamar desde 15 de junho, impulsionado pelos juros elevados no Brasil e pela valorização internacional do petróleo. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,073, com queda de 0,31%, enquanto a Bolsa de Valores brasileira apresentou leve recuo de 0,03%, acumulando a quinta sessão consecutiva de perdas.

No mercado internacional, o petróleo registrou a terceira alta seguida, refletindo as tensões no Oriente Médio e os riscos à oferta global da commodity. O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 2%, fechando a US$ 91,01, enquanto o WTI, referência dos Estados Unidos, subiu 2,25%, para US$ 84,34.

A valorização do petróleo favoreceu moedas de países exportadores da commodity, como o Brasil, contribuindo para o fortalecimento do real frente ao dólar. Além disso, os juros elevados no país continuam atraindo investidores estrangeiros por meio das operações conhecidas como carry trade, estratégia que busca aproveitar a diferença entre as taxas de juros de economias desenvolvidas e emergentes.

Com esse desempenho, o real teve o segundo melhor resultado entre as moedas de países emergentes no dia, atrás apenas do peso colombiano. No acumulado do ano, o dólar registra desvalorização de 7,57% frente à moeda brasileira.

Apesar da queda da moeda americana, o mercado financeiro permaneceu atento ao cenário internacional. As novas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além do anúncio de tarifas norte-americanas sobre produtos canadenses, mantiveram a cautela dos investidores, embora com impacto limitado sobre o câmbio.

Na Bolsa brasileira, o Ibovespa encerrou o pregão aos 173.325,65 pontos, praticamente estável. O volume financeiro negociado foi de R$ 17,9 bilhões, abaixo da média registrada ao longo do ano.

As ações da Petrobras ajudaram a conter perdas mais expressivas do índice, acompanhando a valorização do petróleo. Os papéis ordinários da estatal avançaram 1,43%, enquanto as ações preferenciais registraram alta de 1,24%.

No exterior, o desempenho foi diferente. As principais bolsas de Nova York fecharam em alta, impulsionadas principalmente pelo setor de tecnologia, enquanto o mercado brasileiro continuou pressionado pelo cenário geopolítico e pelo baixo volume de negociações.

Os preços do petróleo seguem sustentados pelas incertezas no Oriente Médio. O mercado acompanha as ameaças do grupo rebelde Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb e o bloqueio do Estreito de Ormuz, rotas estratégicas para o transporte mundial da commodity. As novas ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã também reforçam o temor de interrupções no abastecimento global, mantendo elevado o prêmio de risco sobre o petróleo.