
Projeto da Secretaria de Educação promove debates sobre memória, patrimônio cultural e pertencimento entre jovens do DF
Estudantes da rede pública do Distrito Federal participaram, nesta quarta-feira (20), de uma visita guiada ao Museu Nacional da República como parte da programação do projeto Territórios Culturais, promovido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A atividade integrou a 24ª Semana Nacional de Museus, realizada entre os dias 18 e 24 de maio em celebração ao Dia Internacional dos Museus.
Participaram da ação estudantes do Centro de Ensino Médio 02 de Planaltina e do Centro Educacional Incra 08 de Brazlândia, além de professores da rede pública e universitários da Universidade de Brasília. A proposta busca aproximar os jovens das discussões sobre memória, patrimônio cultural e ocupação dos espaços culturais da capital.
Segundo o chefe do Núcleo de Memória da Educação e Arte-Educação (Npam), Hércio Ferreira, a iniciativa trabalha a ideia de pertencimento cultural entre os estudantes.
“Queremos mostrar que patrimônio cultural não é algo distante, preso apenas em museus ou sítios arqueológicos. Os estudantes fazem parte desse patrimônio e vivenciam isso diariamente”, destacou.
Livro resgata memórias de Planaltina
Durante a programação, os estudantes receberam exemplares do livro Em busca da Planaltina Perdida, lançado em 2025 como resultado de um trabalho de inventário participativo desenvolvido por alunos e professores da rede pública. A entrega contou com a presença da ilustradora Iasmim Kali, que autografou os livros e conversou com os estudantes sobre o processo criativo da obra.
A publicação integra a coleção Patrimônio para Jovens, desenvolvida em parceria entre a secretaria e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto já produziu obras sobre regiões como Ceilândia e segue neste ano com ações voltadas à comunidade escolar de Brazlândia.
A estudante Beatriz Christina Silva, de 15 anos, destacou a importância do projeto para a valorização da história local.
“A gente aprende coisas novas e consegue compartilhar isso com outras pessoas. É uma forma de preservar a memória da cidade e reconhecer a importância do patrimônio cultural”, afirmou.
Museu como espaço de educação e pertencimento
A programação também contou com a mesa-redonda Territórios Culturais: vozes, acessos e pertencimentos, reunindo especialistas das áreas de educação, museologia e arte. Participaram do debate a professora da Faculdade de Educação da UnB, Renata Almendra, o artista plástico Wagner Barja e a coordenadora do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marielle Costa Gonçalves.
Após o debate, os estudantes participaram de uma visita mediada ao Museu Nacional da República, que atualmente recebe parte da 36ª Bienal de Arte de São Paulo. Inspirada no tema Nem todo viandante anda estradas: da humanidade como prática, da escritora Conceição Evaristo, a mostra propõe reflexões sobre convivência, diversidade e pertencimento.
A iniciativa busca fortalecer a relação entre escola, território e patrimônio cultural, incentivando os estudantes a ocuparem os espaços culturais da cidade de maneira mais acolhedora e participativa.









