
Programa federal aposta em cooperação com gestores locais e ações sustentáveis para conter desmatamento e incêndios florestais
Os investimentos de R$ 815 milhões do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia já apresentam resultados concretos. A iniciativa contribuiu para a diminuição das queimadas em 70 municípios considerados prioritários na região amazônica, reforçando a estratégia de cooperação entre União, estados e governos locais.
Durante cerimônia de balanço realizada na última terça-feira (31), a ministra do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que os números demonstram a possibilidade de conciliar preservação ambiental e crescimento econômico. Segundo ela, o desmatamento caiu 50% na Amazônia desde 2022, ao mesmo tempo em que o agronegócio registrou expansão e abertura de mais de 500 novos mercados desde 2023.
Os recursos do programa foram aplicados em diversas frentes, incluindo a aquisição de mais de 2 mil veículos para fiscalização, a capacitação técnica de mais de 500 profissionais nos municípios e a remuneração de cerca de 4 mil pequenos agricultores por serviços ambientais, como a conservação e recuperação de áreas florestais.
Além do balanço, o governo também anunciou novos contratos voltados à regularização fundiária e ambiental, bem como à prestação de assistência técnica rural, por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Os novos investimentos somam R$ 75 milhões e devem beneficiar aproximadamente 32 mil imóveis rurais em 48 municípios distribuídos entre Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Roraima e Rondônia.
Criado em setembro de 2023, o programa tem como objetivo fortalecer o monitoramento e o controle do desmatamento e das queimadas, ao mesmo tempo em que promove ações de desenvolvimento sustentável. Entre as estratégias adotadas estão a regularização de terras, a recuperação da vegetação nativa e o incentivo à produção sustentável.
A ministra ressaltou que, além das ações de fiscalização, os gestores locais demandavam políticas que oferecessem alternativas econômicas. “Com comando e controle, enfrentamos o que não pode ocorrer. Mas os prefeitos pediam uma agenda positiva de controle do desmatamento, como a regularização fundiária e ambiental”, afirmou.
Os recursos do programa são provenientes do Fundo Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de iniciativas complementares como o Projeto Floresta+ Amazônia, que remunera ações voltadas à recuperação florestal e à redução de emissões de gases de efeito estufa.









