
Medicamento poderá ser usado como tratamento de primeira linha em casos irresecáveis ou metastáticos da doença
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, nesta segunda-feira (18), uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu no tratamento do câncer de mama HER2-positivo. A decisão amplia o uso do remédio, que já era registrado no Brasil para determinados casos da doença.
Com a nova autorização, o medicamento poderá ser utilizado em combinação com o pertuzumabe como tratamento de primeira linha para pacientes com câncer de mama HER2-positivo (IHC 3+ ou ISH+), em situações consideradas irresecáveis — quando o tumor não pode ser completamente removido por cirurgia — ou metastáticas, quando o câncer já se espalhou para outras partes do corpo.
Segundo a Anvisa, o câncer de mama HER2-positivo representa cerca de 20% dos casos da doença e costuma apresentar comportamento mais agressivo, com maior risco de progressão e pior prognóstico, especialmente em estágios avançados.
Apesar dos avanços no tratamento oncológico nos últimos anos, a condição ainda é considerada incurável nos casos metastáticos, o que mantém o tema como um importante desafio de saúde pública.
De acordo com a agência reguladora, a nova indicação foi aprovada com base em estudos clínicos que demonstraram melhora clinicamente relevante e estatisticamente significativa na sobrevida livre de progressão da doença. O indicador mede o tempo em que o paciente permanece sem agravamento do câncer durante o tratamento.
A decisão da Anvisa amplia as possibilidades terapêuticas para pacientes com câncer de mama avançado e reforça o avanço de terapias-alvo no combate à doença.








