quinta-feira, 9 de julho de 2026 14:14
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Setor de serviços recua em novembro, mas mantém trajetória de crescimento em 2024

Usuários de transporte público e motoristas de ônibus usam máscaras de proteção contra covid-19 na rua da Consolação

 

Mesmo com queda mensal de 0,9%, setor segue 16,9% acima do nível pré-pandemia, aponta IBGE

 

 

O setor de serviços, o mais relevante em geração de empregos na economia brasileira, registrou queda de 0,9% em novembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do recuo, o setor permanece 16,9% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e mantém alta acumulada de 3,2% nos 11 primeiros meses de 2024.

Em novembro, o setor devolveu parte dos ganhos registrados em meses anteriores, com destaque para as quedas nos segmentos de transportes (-2,7%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,6%). Segundo Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, o desempenho negativo não indica uma mudança de trajetória. “O saldo dessas atividades nos últimos três meses ainda é positivo. Mesmo que não haja crescimento em dezembro, o setor deve fechar o ano com alta de 2,9%, repetindo o desempenho de 2023 e marcando o quarto ano consecutivo de crescimento.”

Transportes e turismo puxam resultados negativos

O segmento de transportes, que representa 36,4% do peso da pesquisa, foi particularmente impactado por uma redução no transporte rodoviário de cargas, vinculada à menor produção agrícola e à retração no uso de insumos e fertilizantes. Também pesaram negativamente o transporte aéreo de passageiros, prejudicado pela alta nos preços das passagens, e o transporte coletivo rodoviário.

As atividades turísticas, cuja performance é monitorada separadamente, também apresentaram queda de 1,8% na passagem de outubro para novembro, embora ainda estejam 11,1% acima do nível pré-pandemia. Lobo explicou que o aumento nos preços das passagens aéreas foi um dos fatores que mais influenciaram esse resultado.

Destaques positivos

Entre as atividades que registraram alta em novembro, destacam-se os grupos de informação e comunicação (1%), serviços prestados às famílias (1,7%) e outros serviços (1,8%). Esses desempenhos ajudam a manter a expansão do setor de serviços no acumulado do ano.

O índice de difusão da pesquisa, que mede o percentual de tipos de serviço com crescimento, atingiu 61,4% dos 166 itens monitorados.

Perspectivas

Com resultados consistentes ao longo do ano, o setor de serviços reafirma sua importância como pilar da economia brasileira. A expectativa, segundo especialistas, é de que o crescimento seja retomado nos próximos meses, mesmo diante de desafios como oscilações nos preços e nas atividades agrícolas.