quarta-feira, 22 de julho de 2026 18:18
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Estudo alerta que Corrente Meridional do Atlântico pode entrar em colapso nas próximas décadas

Foto de Ant Rozetsky na Unsplash

 

Um novo estudo publicado na revista Nature nesta terça-feira (25) traz um alerta preocupante sobre a possibilidade de colapso da Corrente Meridional do Atlântico (AMOC), também conhecida como a Corrente do Golfo. O AMOC é uma complexa rede de correntes oceânicas que funciona como uma gigantesca correia transportadora global, desempenhando um papel crucial na regulação dos padrões climáticos em todo o mundo.

Cientistas alertam que, caso o mundo continue a poluir o planeta e a crise climática se acelere, a AMOC pode entrar em colapso já em meados deste século ou, em uma previsão ainda mais alarmante, até mesmo em 2025. Esse cenário catastrófico teria enormes implicações para o clima global, resultando em invernos extremos e aumentos do nível do mar que afetariam regiões da Europa e dos Estados Unidos, além de causar mudanças nas monções tropicais.

O estudo analisou um período de 150 anos entre 1870 e 2020 e identificou “sinais de alerta precoce” indicando mudanças críticas no AMOC. A pesquisa prevê com alta confiança que o colapso pode ocorrer até 2025 e, mais provavelmente, entre 2039 e 2070. Os cientistas destacam que, se isso acontecer, afetaria todas as pessoas no planeta de forma significativa.

O colapso do AMOC resultaria do aumento da temperatura dos oceanos e do derretimento do gelo, o que reduziria a densidade da água e prejudicaria o funcionamento dessa corrente vital. Além de causar invernos extremos e mudanças nas monções, o evento teria um impacto globalmente perturbador.

O estudo enfatiza a urgência de reduzir a poluição que aquece o planeta e retardar o degelo no Ártico. Os cientistas ressaltam que não há muito tempo para tomar medidas efetivas e as apostas estão cada vez mais altas. Medidas rápidas e eficazes são necessárias para proteger esse sistema vital de correntes oceânicas e evitar potenciais consequências catastróficas para o clima global e a vida no planeta.