quarta-feira, 22 de julho de 2026 17:17
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YouTube endurece regras para monetização de vídeos produzidos com IA

Foto de Szabo Viktor na Unsplash

 

Plataforma passa a restringir conteúdos repetitivos, genéricos e com uso de personas de IA em temas sensíveis para combater o chamado “content farming”.

O YouTube anunciou novas diretrizes para combater o uso inadequado da inteligência artificial na produção de vídeos e reforçar as regras de monetização da plataforma. As mudanças têm como objetivo reduzir a publicação de conteúdos repetitivos ou gerados em massa apenas para obtenção de receita por meio do Programa de Parcerias do YouTube.

A plataforma já havia adotado, no ano passado, políticas para limitar a monetização de conteúdos considerados “inautênticos”. Agora, as normas foram ampliadas e passam a classificar esse tipo de material em três categorias: conteúdos genéricos, repetitivos ou baseados em modelos; conteúdos desagradáveis ou perturbadores; e vídeos que utilizam personas criadas por inteligência artificial para tratar de assuntos sensíveis, como saúde, finanças e questões jurídicas.

Segundo o YouTube, a atualização busca impedir que criadores utilizem ferramentas de IA para produzir vídeos de baixa qualidade em grande escala apenas com finalidade comercial.

Em vídeo publicado no canal oficial Creator Inside, o chefe de confiança e segurança da plataforma, Matt Halprin, afirmou que as novas regras têm como foco combater o chamado content farming, prática caracterizada pela produção massiva de conteúdos sem originalidade, criados exclusivamente para gerar visualizações e receita.

Halprin destacou que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta importante para estimular a criatividade, mas alertou que ela também pode ser utilizada para produzir vídeos genéricos, sem narrativa e sem contribuição criativa relevante.

Entre as categorias definidas pela plataforma, a primeira reúne vídeos repetitivos ou com pequenas variações, facilmente produzidos por ferramentas de IA. A segunda abrange conteúdos considerados perturbadores, criados para provocar impacto emocional ou prender a atenção do público, como vídeos que exploram o sofrimento de animais antes de apresentar um suposto resgate. Nesses casos, canais poderão ser excluídos do programa de monetização, independentemente de o conteúdo ter sido produzido com inteligência artificial.

A terceira categoria proíbe o uso de personagens gerados artificialmente para abordar temas delicados, como orientações médicas, financeiras ou jurídicas. Segundo o YouTube, canais que apresentarem excesso desse tipo de conteúdo também poderão perder o direito de participar do Programa de Parcerias.

Com as mudanças, a plataforma busca estabelecer critérios mais claros sobre quais conteúdos produzidos com inteligência artificial poderão ser monetizados, ao mesmo tempo em que tenta preservar a qualidade e a confiabilidade dos vídeos disponibilizados aos usuários.