
Candidato do PT mantém o número 13, mas adota fundo branco e reduz a presença dos símbolos tradicionais do partido na disputa pelo governo do Distrito Federal.
Na reta final da disputa pelo Governo do Distrito Federal, o candidato do PT, Leandro Grass, adotou uma identidade visual diferente da tradicional do partido. Em peças de campanha, o vermelho deu lugar a um fundo branco, o número 13 aparece em laranja e a estrela petista perdeu destaque.
A mudança chama a atenção porque Grass disputa a eleição com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mantém o número eleitoral do Partido dos Trabalhadores. A nova apresentação visual, porém, se distancia das cores e dos símbolos historicamente associados à legenda.
Em um dos vídeos de campanha, o candidato aparece diante de um fundo branco, com o número 13 em laranja. A estrela vermelha, tradicional símbolo do PT, não recebe destaque na composição.
PT sem vermelho?
A mudança ocorre na disputa do segundo turno contra a governadora Celina Leão (PP). Embora preserve o número que identifica o partido nas urnas, Grass reduziu a presença de elementos que permitem ao eleitor reconhecer imediatamente a ligação da candidatura com o PT.
A escolha visual pode ser interpretada como uma tentativa de ampliar o alcance da campanha para além do eleitorado tradicional da legenda. Uma identidade menos associada às cores partidárias também pode buscar reduzir resistências entre eleitores que não se identificam diretamente com o PT.
Por outro lado, a estratégia cria um contraste entre a identidade visual da campanha e a marca histórica do partido. O candidato continua utilizando o número 13, mas sem recorrer com a mesma intensidade ao vermelho e à estrela que tradicionalmente acompanham a legenda.
Estratégia de comunicação
Em campanhas eleitorais, cores, símbolos e números ajudam a identificar candidatos e associá-los a partidos e projetos políticos. Por isso, mudanças na identidade visual podem influenciar a forma como uma candidatura é percebida pelo eleitorado.
No caso de Grass, a combinação de fundo branco, número laranja e menor presença dos símbolos petistas representa um afastamento do padrão visual tradicional do partido. A alteração pode ser uma escolha estratégica para alcançar novos públicos, embora não seja possível afirmar, apenas com base nas peças divulgadas, qual foi a motivação da campanha.
A mudança também abre espaço para questionamentos sobre o equilíbrio entre ampliar a comunicação eleitoral e preservar a identificação partidária. Ao manter o número 13 e reduzir a presença do vermelho, a campanha adota uma apresentação visual que se diferencia da imagem consolidada do PT.
O efeito da estratégia sobre a percepção dos eleitores e sobre o desempenho de Grass nas urnas dependerá de outros fatores da disputa, além da comunicação visual.









