segunda-feira, 5 de outubro de 2026 18:18
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PL elege 19 senadores e terá maior bancada do Senado em 2027

Plenário do Senado Federal na votação que rejeitou indicação de Jorge Messias ao STF Foto: Ton Molina/Agência Senado

Eleições renovaram 54 das 81 cadeiras da Casa; MDB e PT aparecem na sequência entre os partidos que mais elegeram representantes.

As Eleições 2026 definiram os 54 senadores que ocuparão, a partir de 2027, as vagas que estavam em disputa no Senado Federal. O PL foi o partido que mais elegeu representantes, com 19 cadeiras, e passará a ter a maior bancada da Casa.

Na sequência aparecem MDB e PT, com sete e seis senadores eleitos, respectivamente. PP, PSB, União Brasil e Novo conquistaram três vagas cada. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos elegeram dois representantes cada, enquanto Rede e PDT ficaram com uma vaga.

Com os resultados, o PL passará a contar com 28 senadores a partir de 2027. O PT terá nove parlamentares em exercício, e o MDB ficará com oito. PP e Republicanos terão seis integrantes cada, enquanto PSD e União Brasil contarão com cinco e o PSB, com quatro.

Desempenho por estado

O PL conquistou as duas vagas em disputa no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. O partido também elegeu representantes no Acre, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins.

O MDB elegeu senadores no Amazonas, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Já o PT conquistou as duas vagas da Bahia e elegeu um representante em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Entre os resultados, o Distrito Federal terá Michele Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) como novas representantes no Senado. Em Mato Grosso do Sul, foram eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL.

Renovação de dois terços

Dos 81 integrantes do Senado, 54 foram escolhidos nas eleições deste ano, o equivalente a dois terços da composição da Casa. Cada estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes para mandatos de oito anos.

Os outros 27 senadores, eleitos em 2022, permanecem no cargo até 2031. A renovação ocorre de forma alternada porque os mandatos no Senado têm duração de oito anos.

Dos 32 senadores que tentaram a reeleição em 2026, 14 conseguiram um novo mandato, enquanto 18 não foram reeleitos. Com isso, 40 das 54 cadeiras que estavam em disputa serão ocupadas por novos senadores a partir de 2027.

Entre os parlamentares que não conseguiram a reeleição estão Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Weverton (PDT-MA), Ciro Nogueira (PP-PI), Zenaide Maia (PSD-RN), Esperidião Amin (PP-SC) e Soraya Thronicke (PSB-MS).

Entre os senadores reeleitos estão Marcio Bittar (PL-AC), Lucas Barreto (PSD-AP), Eduardo Braga (MDB-AM), Plínio Valério (PSDB-AM), Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes (PSB-CE), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Humberto Costa (PT-PE), Marcelo Castro (MDB-PI), Carlos Portinho (PL-RJ), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Alessandro Vieira (MDB-SE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Eduardo Gomes (PL-TO).

Como funciona a eleição para o Senado

A eleição para o Senado ocorre pelo sistema majoritário simples. Em 2026, cada eleitor escolheu dois candidatos, e foram eleitos os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal. Não há aplicação de quociente eleitoral nem segundo turno para o cargo.

O Senado é formado por três representantes de cada estado e do Distrito Federal, independentemente do tamanho da população de cada unidade da Federação. Ao lado da Câmara dos Deputados, a Casa integra o Poder Legislativo federal.

Atribuições do Senado

Além de participar da elaboração das leis e fiscalizar as ações do Poder Executivo, o Senado possui competências exclusivas previstas na Constituição Federal. Entre elas estão a análise e aprovação de autoridades indicadas para determinados cargos públicos e outras matérias de interesse da Federação.

Entre os mandatos que continuarão em vigor está o de Wellington Dias (PT-PI), eleito em 2022 e atualmente licenciado para comandar o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A vaga é ocupada pela suplente Jussara Lima (PSD). Caso Dias retorne ao Senado, o PT passará a contar novamente com dez cadeiras na Casa.

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