domingo, 27 de setembro de 2026 15:15
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CEO do YouTube rejeita adesão a acordo da Meta sobre segurança infantil

Foto de Szabo Viktor na Unsplash

 

Neal Mohan afirmou que a plataforma já mantém medidas para proteger jovens; acordo de US$ 18 bilhões prevê mudanças em práticas de segurança e cobra participação de outras redes.

O CEO do YouTube, Neal Mohan, rejeitou a possibilidade de a plataforma aderir ao acordo multiestadual firmado pela Meta nos Estados Unidos para resolver acusações relacionadas à segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Em entrevista à CNN, Mohan afirmou que o YouTube já investe há anos em medidas voltadas à proteção de usuários jovens. “Investimos em garantir a segurança dos jovens em nossa plataforma… há muito tempo”, disse. Segundo ele, a empresa continuará concentrada em questões relacionadas à segurança dos adolescentes.

A declaração foi dada durante o evento anual Made on YouTube, realizado na quarta-feira. Na ocasião, a plataforma, pertencente ao Google, anunciou atualizações para criadores e espectadores, incluindo novas ferramentas de inteligência artificial e recursos de mensagens.

Acordo de US$ 18 bilhões

A Meta concordou com um acordo de aproximadamente US$ 18 bilhões para encerrar reivindicações apresentadas por vários estados americanos. As ações judiciais alegavam que as plataformas da empresa foram projetadas de maneira a incentivar o uso excessivo e contribuíram para problemas de saúde mental entre jovens.

A empresa fechou o acordo durante o julgamento do processo e passou a apresentá-lo como uma iniciativa voltada à segurança de crianças e adolescentes. A Meta também passou a pressionar outras plataformas, como YouTube e TikTok, para adotarem medidas semelhantes.

Entre as mudanças defendidas estão a criação de limites de tempo de uso para adolescentes, a retirada da contagem de “curtidas” para usuários jovens e a adoção de mecanismos de supervisão externa sobre as práticas de segurança das plataformas.

Meta quer participação de rivais

Como parte das condições do acordo, a Meta afirmou que pagaria apenas 70% do valor da indenização, a menos que TikTok e YouTube concordassem em desembolsar aproximadamente US$ 6 bilhões cada e adotassem mudanças semelhantes em suas plataformas.

A estratégia colocou as empresas concorrentes no centro das discussões sobre responsabilidade das redes sociais pela segurança e pelo bem-estar de usuários menores de idade.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que os estados estão dispostos a levar TikTok e YouTube aos tribunais, se necessário, para que as empresas cumpram as medidas previstas no acordo.

Até o momento, porém, o YouTube não sinalizou adesão à proposta. Neal Mohan afirmou que a empresa pretende continuar trabalhando nas próprias medidas de proteção para usuários jovens, sem indicar que adotará as condições estabelecidas no acordo da Meta.

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