
IPCA-15 sobe 0,70%, após queda de 0,40% em agosto; conta de luz foi a principal responsável pela alta
A prévia da inflação oficial acelerou em setembro e registrou alta de 0,70%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe a deflação de 0,40% registrada em agosto e representa a maior taxa desde abril, quando o índice havia avançado 0,89%.
A principal pressão veio do grupo Habitação, que subiu 2,07%. O destaque foi a energia elétrica residencial, com alta de 7,42%, responsável por 0,29 ponto percentual do índice. O aumento ocorreu após o fim do desconto proporcionado pelo Bônus Itaipu, que havia reduzido as contas de luz em agosto.
Além da energia, outros grupos também registraram alta. Despesas pessoais avançaram 0,96%, Transportes tiveram alta de 0,60% e Alimentação e bebidas subiram 0,40%. Entre os alimentos, o tomate teve a maior alta, de 20,76%, enquanto o feijão carioca caiu 6,33%.
No acumulado de 2026, o IPCA-15 registra alta de 3,82%. Em 12 meses, o índice chega a 4,47%, acima dos 4,24% registrados em agosto. O IPCA-15 considera os preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias e serve como uma prévia do índice oficial de inflação, o IPCA.
O IPCA de setembro, que considera o mês completo, será divulgado pelo IBGE em 9 de outubro.









