sexta-feira, 11 de setembro de 2026 19:19
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El Niño tem mais de 90% de chance de ser muito forte no verão 2026-2027

© Ilustração Nottus/Divulgação

 

NOAA estima ainda 75% de probabilidade de o fenômeno ser o mais intenso registrado desde 1950 e alerta para impactos diferentes nas regiões brasileiras.

A probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul passou de 90%. A estimativa consta na nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA), divulgada na quinta-feira (10).

A projeção aponta ainda 75% de probabilidade de o fenômeno ser o mais forte registrado desde 1950.

O monitoramento do NOAA mostra uma sequência de mudanças nas condições climáticas ao longo dos últimos meses. Em abril, foi identificado o fim do La Niña. Entre maio e julho, a possibilidade de formação do El Niño chegou a 61%. Em maio, a probabilidade já havia aumentado para 82%.

Em junho, o El Niño passou a ser a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao fim de 2026 e ao verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul.

Em agosto, o fenômeno se intensificou novamente. As anomalias da temperatura da superfície do mar ultrapassaram 3°C no Pacífico Equatorial Leste, região utilizada no monitoramento do El Niño.

Impactos no Brasil

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os efeitos do El Niño podem variar de acordo com a região do país.

No Norte e Nordeste, o fenômeno tende a provocar chuvas abaixo da média. A redução das precipitações pode contribuir para a queda dos níveis dos rios e afetar atividades como a navegação e a pesca, além de dificultar o acesso a comunidades e comprometer o abastecimento de água.

Nas áreas mais ao sul do Brasil, o El Niño costuma favorecer chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e de danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura.

Em outras regiões do país, o aumento das temperaturas também pode exigir maior atenção às condições de disponibilidade de água e aos impactos sobre os cultivos agrícolas.