segunda-feira, 31 de agosto de 2026 19:19
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SUS terá três novos medicamentos para tratamento de câncer de pulmão

SUS – Foto: Reprodução

 

Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe serão oferecidos gratuitamente pela rede pública; cerca de 1,9 mil pacientes devem ser beneficiados inicialmente.

Três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão serão disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro. Os medicamentos são brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe, considerados terapias de alta tecnologia e que poderão ampliar as opções de tratamento oferecidas aos pacientes da rede pública.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,9 mil pacientes devem ser atendidos inicialmente. Na rede privada, os medicamentos podem representar um custo de até R$ 643 mil por ano, de acordo com a pasta.

O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral. Os medicamentos atuam diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas, buscando atingir o tumor de forma mais direcionada.

Uma das vantagens dessas terapias é a possibilidade de administração em casa, conforme indicação médica, além de apresentarem menor incidência de determinados eventos adversos em comparação com esquemas convencionais de quimioterapia.

Já o durvalumabe atua de maneira diferente. O medicamento estimula a resposta do sistema imunológico para que o organismo reconheça e combata as células tumorais. A indicação é para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos a cirurgia.

De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento com durvalumabe demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes.

Medicamentos de alto custo

As três medicações serão financiadas integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política criada para ampliar a oferta de tratamentos de alto custo no SUS.

Ao todo, a AF-Onco prevê a disponibilização de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, o que, segundo o Ministério da Saúde, representa um aumento de 35% na oferta de tratamentos pela rede pública.

A política deverá beneficiar diferentes grupos de pacientes com câncer, ampliando o acesso a medicamentos que possuem alto valor no mercado privado.

Investimento

A estimativa do governo federal é de que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela AF-Onco. O orçamento anual previsto para a política é de aproximadamente R$ 2,1 bilhões.

Com a incorporação dos novos medicamentos para câncer de pulmão, o governo busca ampliar as alternativas terapêuticas disponíveis gratuitamente no SUS e reduzir as barreiras de acesso a tratamentos considerados de alta tecnologia.