sexta-feira, 7 de agosto de 2026 11:11
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Hospital de Base passa a oferecer tecnologia inédita que evita cirurgias cardíacas mais invasivas

Aparelho permite procedimento menos invasivo nos casos em que a angioplastia convencional não pode ser feita | Foto: Divulgação

 

Novo equipamento permite tratar obstruções graves nas artérias do coração por meio de procedimento menos invasivo, ampliando a segurança dos pacientes e reduzindo o tempo de internação

 

 

 

Pacientes com obstruções graves nas artérias do coração agora contam com uma nova alternativa de tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A unidade passou a utilizar um rotablator, equipamento de alta tecnologia indicado para casos de intensa calcificação das artérias coronárias, situação em que a angioplastia convencional não pode ser realizada.

A nova tecnologia possibilita que muitos pacientes, que antes precisavam passar por uma cirurgia cardíaca convencional, sejam tratados por meio de um procedimento menos invasivo durante o cateterismo. Além de aumentar a segurança, a técnica reduz o tempo de internação e contribui para diminuir os custos da rede pública de saúde.

Segundo o chefe do Serviço de Hemodinâmica do HBDF, Gabriel Kanhouche, a chegada do equipamento fortalece o hospital como referência no tratamento de doenças coronárias de alta complexidade. “Esse reforço para o Hospital de Base traz inúmeros benefícios para a população e fortalece ainda mais nossa posição como referência no tratamento de doenças coronárias de alta complexidade”, afirmou.

O rotablator é utilizado quando o acúmulo de placas de colesterol provoca uma calcificação intensa das artérias, impedindo ou dificultando a realização da angioplastia convencional. Durante o procedimento, uma pequena broca de alta precisão desgasta a camada calcificada da artéria, permitindo a implantação do stent e o restabelecimento do fluxo sanguíneo para o coração.

De acordo com o cardiologista intervencionista Leandro Richa Valim, a tecnologia representa um avanço importante para pacientes com casos mais complexos. “O equipamento é utilizado quando a calcificação está muito avançada e outras técnicas já não são suficientes para tratar a obstrução. Com essa intervenção, conseguimos, em muitos casos, evitar uma cirurgia cardíaca mais complexa no futuro”, destacou.

A incorporação do novo equipamento ocorre na semana em que é celebrado o Dia do Colesterol, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado das doenças cardiovasculares.