quarta-feira, 10 de junho de 2026 15:15
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São Paulo investiga novo caso suspeito de ebola

© Pablo Jacob/Governo de SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um novo caso suspeito de doença pelo vírus ebola. A paciente é uma brasileira de 31 anos que retornou recentemente de uma viagem de trabalho à província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo, região que enfrenta um surto da doença considerado de importância internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a Secretaria da Saúde, a mulher desembarcou no Brasil no último dia 6 de junho e passou a apresentar sintomas como febre e diarreia nesta terça-feira (9). Após procurar atendimento em uma unidade particular de saúde, ela foi transferida na madrugada desta quarta-feira (10) para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, referência nacional para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados de ebola.

A paciente encontra-se em estado estável e permanece internada em leito de isolamento, seguindo todos os protocolos de biossegurança recomendados para situações desse tipo. Um teste rápido para malária foi realizado e apresentou resultado negativo.

As autoridades de saúde destacaram que, até o momento, não há confirmação laboratorial da infecção pelo vírus ebola. Os exames estão sendo processados pelo Instituto Adolfo Lutz, responsável pelas análises que irão determinar o diagnóstico da paciente.

Este é o segundo caso suspeito de ebola registrado no estado de São Paulo nos últimos dias. O primeiro envolveu um homem de 37 anos, também procedente da República Democrática do Congo. Após investigação, a hipótese de ebola foi descartada. Os exames identificaram a presença da bactéria causadora da meningite meningocócica. Segundo a Secretaria da Saúde, o paciente segue internado no Instituto Emílio Ribas e apresenta evolução clínica favorável.

O que é o ebola

O ebola é uma doença infecciosa grave causada por um vírus altamente letal. A transmissão ocorre por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais e secreções de pessoas infectadas, como fezes, urina, saliva e sêmen. A contaminação acontece apenas quando o paciente apresenta sintomas. Diferentemente de outras doenças virais respiratórias, o ebola não é transmitido pelo ar.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a enfermidade apresenta historicamente altas taxas de mortalidade. No atual surto registrado na República Democrática do Congo, a letalidade varia entre 55% e 60%.

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, em uma região próxima ao rio Ebola, na então República do Zaire, atual República Democrática do Congo. Desde então, diversos surtos foram registrados em países africanos.

Apesar das investigações em andamento, o Brasil nunca registrou um caso confirmado de ebola. As autoridades sanitárias reforçam que todos os protocolos de vigilância epidemiológica e controle estão sendo adotados para garantir a segurança da população e acompanhar a evolução do caso suspeito.