Lula anuncia nova indicação de Jorge Messias ao STF

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Presidente critica decisão dos senadores e afirma que derrota teve motivação política, não técnica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (29) que irá indicar novamente Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após o Senado rejeitar o nome do advogado em uma votação considerada histórica.

Durante declaração pública, Lula defendeu a qualificação técnica de Messias e afirmou que o advogado não possui qualquer impedimento jurídico ou histórico que comprometa sua atuação na Suprema Corte.

“Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política”, declarou o presidente.

Lula classificou Jorge Messias como “um dos melhores advogados do país” e criticou a possibilidade de indicações ao STF serem barradas sem critérios técnicos objetivos.

“Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar”, argumentou o presidente.

A rejeição marcou um fato inédito na história recente do país. Pela primeira vez em mais de 130 anos, o Senado Federal rejeitou a indicação de um nome para o Supremo Tribunal Federal.

Para ser aprovado, Messias precisava receber pelo menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. No entanto, o resultado final foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Durante o discurso, Lula também reforçou a importância da articulação política e do diálogo com o Congresso Nacional para garantir a aprovação de projetos considerados estratégicos pelo governo.

“Eu preciso dos amigos, dos meio-amigos e dos inimigos quando o projeto é de interesse brasileiro”, afirmou.

As declarações foram feitas durante agenda presidencial em Sergipe, onde Lula visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), localizada em Pedra Branca, no município de Laranjeiras.

A unidade teve a retomada das operações anunciada pelo governo federal dentro de um plano de reativação do setor de fertilizantes e ampliação dos investimentos da Petrobras no estado.