
Taxa de desemprego cresce no trimestre encerrado em abril, mas segue abaixo do índice registrado no mesmo período do ano passado
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro, quando a taxa era de 5,4%.
Apesar da alta trimestral, o desemprego apresentou queda na comparação anual. No mesmo período de 2025, a taxa havia alcançado 6,6%, o que representa recuo de 0,8 ponto percentual.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cerca de 6,3 milhões de brasileiros estavam em busca de trabalho no trimestre encerrado em abril. O número é 8% superior ao registrado no trimestre anterior, mas 11,3% menor que o observado há um ano.
A população ocupada foi estimada em 102,3 milhões de pessoas, com leve queda de 0,3% na comparação trimestral. Ainda assim, o total representa crescimento de 1,1% frente ao mesmo período de 2025.
O levantamento também apontou estabilidade na taxa de subutilização da força de trabalho, que permaneceu em 13,8%, atingindo 15,7 milhões de pessoas. Já o rendimento real habitual dos trabalhadores permaneceu em nível recorde, chegando a R$ 3.732.
A informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais, índice levemente inferior ao registrado nos períodos anteriores.
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, o aumento da desocupação está ligado ao comportamento sazonal de setores como comércio e serviços pessoais, que costumam reduzir contratações após o fim do período de maior atividade econômica.
Informações: Agência Brasil / IBGE









