Sesc-DF reúne 16 mil pessoas na W3 Sul e mostra que acesso à cultura deve ser democrático

 

Sesc+W3 é realizado desde 2022, de forma completamente gratuita. Expectativa é de que tenham mais duas edições neste ano

A primeira edição de 2026 do projeto Sesc+W3 reuniu mais de 16 mil pessoas na 504 Sul nesse fim de semana (11 e 12 de abril). O público cantou e dançou junto com Rachel Reis, Maneva, Attoxxá, TechnoBrass, VHOOR, Rebecca, DJ J4K3 e Pedro Alex, que se dividiram em dois palcos montados em uma das avenidas que, décadas atrás, foi espaço de manifestações artísticas importantes, com direito até a desfile do Rei Pelé em carro aberto.
Nascida em Brasília, a diretora de Programas Sociais do Sesc-DF, Cíntia Gontijo, conta que passou grande parte da vida na 708 Sul, próximo ao local onde foi realizado o Sesc+W3, e que sente felicidade em ver a avenida “feliz de novo”. “A W3 tinha vida, era o nosso shopping. E ela foi ficando triste ao logo do tempo. Então, o Sesc-DF vem fazendo esse trabalho de revitalizar e trazer vida para a W3, e temos muito orgulho em fazer parte desse lugar”, afirma.
Uma das atrações mais esperadas, a cantora Rachel Reis foi categórica ao dizer que “a arte é necessária para todo mundo” e que, portanto, é preciso “democratizar o acesso à cultura”. “Eventos como esse têm que ser sempre incentivados para que as pessoas entendam (a arte) como uma forma de viver. A arte salva a gente”, disse a cantora baiana que recebeu com carinho fãs selecionados no meet and greet (conhecer e cumprimentar, em tradução livre) organizado pelo Sesc-DF. Com a iniciativa, as primeiras quatro pessoas que printaram a divulgação do show do artista no Instagram do Sesc-DF e enviaram por DM (mensagem direta) foram até o camarim do ídolo.
Rachel Reis, a sereiona, canta sucessos no Sesc+W3

Um dos premiados foi Lucas de Oliveira Carneiro, 24. “Eu vi o evento nas redes do Sesc. Aí, não pensei duas vezes”, conta o fã que estava com o álbum “Divina Casca” nas mãos, pronto para receber um autógrafo da artista. “Estou muito nervoso e animado com a oportunidade que o Sesc proporcionou, de encontrar com ela (Rachel Reis), de tirar uma foto, interagir. É muito especial para mim”, disse empolgado.
Com milhares de fãs cantando em coro suas canções, o vocalista da banda Maneva, Tales de Polli, disse que o Sesc+W3 trata-se de “reduzir desigualdades”. “A partir do momento que se faz evento aberto, que se proporciona cultura a todo mundo, você diminui a desigualdade. Acho que é isso que o Sesc faz. É importante, fundamental e deveria ser utilizado como exemplo para outros lugares”, avalia.

O Sesc+W3 é realizado desde 2022, de forma completamente gratuita, e vem levando à avenida nomes importantes da música brasileira. A expectativa é de que outras duas edições sejam realizadas ainda neste ano.