sábado, 27 de junho de 2026 13:13
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Brasil deve ter 5º maior crescimento econômico do G20 em 2025, aponta FMI

Foto de Anne Nygård na Unsplash

 

Relatório do Fundo projeta alta de 2,4% no PIB brasileiro, acima da estimativa anterior, mas com ritmo menor que em 2024.


O Brasil deve registrar crescimento de 2,4% em 2025, segundo projeção divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu mais recente relatório trimestral World Economic Outlook. O desempenho colocaria o país na 5ª posição entre as economias do G20 com maior expansão do PIB, à frente de potências como Estados Unidos, Japão, México, Reino Unido e até do bloco da zona do euro.

A projeção revisada está acima dos 2% estimados no primeiro semestre, embora abaixo do crescimento de 3,3% registrado em 2024, sinalizando uma desaceleração moderada da economia brasileira.

De acordo com o ranking do FMI, Índia (6,6%), China (4,8%), Arábia Saudita (4,0%) e Turquia (3,5%) lideram as projeções, seguidos pelo Brasil (2,4%). Na sequência aparecem Estados Unidos (2%), Reino Unido (1,3%), Canadá (1,2%), Japão (1,1%) e África do Sul (1,1%).

Para o economista Rodolpho Sartori, da Austing Rating, o desempenho brasileiro reflete um bom primeiro semestre, mas o segundo tende a ser mais lento. “A pergunta é: quão forte será a desaceleração deste semestre, pensando em uma taxa de juros que deve se manter nos 15%?”, questiona.

Sartori também aponta incertezas fiscais como fator de atenção, especialmente após a queda da medida provisória que previa taxar aplicações financeiras no exterior. “O governo terá de encontrar soluções compensatórias para manter o equilíbrio das contas”, explica.

Mesmo assim, o economista reconhece que o cenário pode melhorar: “Os 2,4% do FMI estão acima da nossa projeção atual, de 1,8%, mas devemos revisar para cima em breve, ainda que sem alcançar o patamar do Fundo.”

O Ministério da Fazenda prevê um crescimento de 2,3% para 2025, enquanto o Boletim Focus do Banco Central estima 2,16%. No panorama global, o PIB mundial deve subir 3,2%, com destaque para a Espanha (2,9%) e desempenho modesto da Alemanha (0,2%) dentro da União Europeia, que deve crescer apenas 1,2% como bloco.