Lula protege aliados em fraude bilionária e oposição fala em impeachment; Zambelli foge e ganha fôlego na Itália

 

Presidente admite ter mandado PF “pegar leve” com sindicatos ligados a seus aliados; já Zambelli, mesmo foragida, segue com salário garantido


A confissão de Lula (PT), que admitiu ter determinado “muita cautela” à Polícia Federal e à CGU nas investigações sobre o maior escândalo de fraudes contra aposentados da história do país, caiu como uma bomba no Congresso. A oposição já fala abertamente em novo pedido de impeachment, com base em possível crime de responsabilidade.

As investigações envolvem entidades com vínculos diretos com a família do presidente, como o Sindicato dos Aposentados e Idosos da Força — onde atua Frei Chico, seu irmão — e a Contag, ligada ao PT de Pernambuco. Outra entidade, o Sindinapi, tem conexões com Milton Cavalo, ex-ministro de Lula e de seus aliados. Juntas, essas organizações movimentaram bilhões de reais oriundos de empréstimos consignados obtidos com dados vazados de aposentados.

Enquanto Lula discursava contra a imprensa num banquete luxuoso em Paris ao lado de Janja e Macron, Carla Zambelli desembarcava discretamente na Itália. A deputada, que teve prisão preventiva decretada, pode encontrar proteção no governo de direita de Giorgia Meloni, que vê com desconfiança as ações do STF brasileiro.

Zambelli ainda mantém o salário de parlamentar, apesar de estar no exterior. O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou que a suspensão de seus vencimentos, determinada por Alexandre de Moraes, será debatida com os líderes partidários antes de qualquer medida prática.

O Brasil, mais uma vez, se vê dividido entre o silêncio conveniente do poder e a fuga estratégica da oposição.