domingo, 5 de julho de 2026 10:10
Home Notícias Justíça STF retoma julgamento sobre restrições em nomeações para estatais

STF retoma julgamento sobre restrições em nomeações para estatais

 

Análise paralisada desde dezembro será retomada em maio, com um voto a favor de flexibilizar as regras

 

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará no dia 8 de maio o julgamento sobre a validade das restrições para nomeação de cargos de diretores e conselheiros em empresas estatais. A análise estava paralisada desde dezembro devido a um pedido de vista do ministro Nunes Marques.

Até o momento, há um voto a favor de flexibilizar os critérios, permitindo a indicação de políticos aos cargos, e um contrário. O relator, Ricardo Lewandowski (aposentado e atual ministro da Justiça), votou para derrubar parte das restrições, enquanto André Mendonça divergiu e votou para mantê-las.

O caso é de interesse do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca garantir essas flexibilizações nas regras para as nomeações.

Os ministros do STF estão analisando a validade de um trecho da Lei das Estatais, aprovada em 2016 durante o governo de Michel Temer (MDB). Essas regras proíbem, por exemplo, a escolha para conselhos ou diretorias de estatais de ministros ou secretários de governo, ou de pessoas que tenham participado recentemente de estruturas decisórias de partido político ou campanhas eleitorais.

A liminar concedida por Lewandowski em março de 2023, suspendendo algumas dessas restrições, permanece válida até que o STF decida o caso. O voto de Lewandowski, mesmo após sua aposentadoria, segue válido no julgamento.

Lewandowski propôs derrubar as proibições relacionadas à ocupação de cargos por ministros de Estado, secretários de governos e pessoas ligadas a partidos políticos. Ele argumentou que essas restrições são desproporcionais e inconstitucionais, não levando em conta critérios técnicos ou profissionais.

Por sua vez, Mendonça defendeu a validade das restrições, argumentando que elas estão em conformidade com padrões internacionais de boa governança pública e não violam direitos fundamentais garantidos pela Constituição.

O julgamento retomará uma discussão crucial sobre as nomeações em empresas estatais e a relação entre política e gestão pública.