sábado, 13 de junho de 2026 08:08
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Câncer no Brasil: Mortes podem dobrar até 2050, alerta estudo internacional

Foto de National Cancer Institute na Unsplash

 

Um novo estudo divulgado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), traz projeções preocupantes sobre o cenário do câncer no Brasil até 2050. De acordo com as estimativas, o país poderá registrar cerca de 554 mil mortes causadas pela doença nesse ano, um aumento alarmante de 98,6% em relação aos óbitos ocorridos em 2022, que totalizaram 279 mil.

Além disso, as projeções da Iarc indicam que o Brasil também enfrentará um aumento significativo no número de novos casos de câncer. A agência estima que até 2050 o país terá registrado aproximadamente 1,15 milhão de novos casos, o que representa um aumento de 83,5% em comparação com os 627 mil casos registrados em 2022.

O estudo, que analisou dados de 115 países, ressalta o desafio global na luta contra o câncer e aponta para um crescimento contínuo na incidência e mortalidade pela doença ao longo dos anos. Esse aumento é atribuído ao envelhecimento da população, bem como à maior exposição a fatores de risco como tabagismo, consumo de álcool, obesidade e poluição do ar.

Dados por tipo de câncer revelados pelo Observatório Global do Câncer da Iarc mostram que, em 2022, 10 tipos de câncer foram responsáveis por cerca de dois terços dos novos casos e mortes em todo o mundo. O câncer de pulmão foi o mais comum, seguido pelo câncer de mama feminino, colorretal, próstata e estômago.

Apesar do aumento nos casos e mortes por câncer, a pesquisa destacou uma preocupante desigualdade entre os países no acesso a serviços de saúde. Apenas 39% dos países incluídos no estudo ofereciam tratamento oncológico como parte dos serviços de saúde universalmente acessíveis, enquanto apenas 28% ofereciam cuidados paliativos a quem necessitava.

Diante desse cenário, a agência ressaltou a necessidade urgente de abordar as desigualdades no tratamento do câncer em todo o mundo, especialmente considerando o impacto desproporcional nas populações mais carentes.