sexta-feira, 12 de junho de 2026 20:20
Home Notícias Justíça STF julga acordo de compensação de perdas no ICMS sobre combustíveis

STF julga acordo de compensação de perdas no ICMS sobre combustíveis

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

 

 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando um novo acordo negociado entre os estados, o Distrito Federal (DF) e a União, que prevê o repasse de R$ 26,9 bilhões até 2026 como compensação por perdas na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido à desoneração dos combustíveis.

O acordo, anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em março, é uma nova negociação após a homologação de um acordo parcial pelo STF em dezembro do ano passado. Com a mudança de governo, uma nova negociação foi realizada diretamente entre a equipe econômica e os governadores.

Até o momento, apenas o relator, ministro Gilmar Mendes, emitiu seu voto favorável à homologação do acordo. O julgamento está sendo realizado no plenário virtual, sem deliberação presencial, e os demais ministros têm até 2 de junho para votar.

A necessidade de compensação surgiu após a aprovação de duas leis complementares pelo Congresso, em junho do ano passado, que desoneraram o ICMS sobre a venda de combustíveis para conter o aumento de preços nos postos. O então presidente Jair Bolsonaro vetou o dispositivo de compensação aos estados e ao DF, mas o veto foi derrubado pelo Congresso, levando o caso ao STF.

No primeiro acordo homologado em dezembro, as unidades federativas concordaram em manter a essencialidade do diesel, gás natural e gás de cozinha, limitando o ICMS cobrado sobre esses produtos à alíquota geral do imposto. No entanto, a gasolina ficou de fora, pois os estados argumentaram que não é um item essencial e que a desoneração beneficiaria principalmente as pessoas de maior poder aquisitivo.

Agora, o STF está avaliando a homologação do novo valor para a compensação, acordado entre as partes com base em estimativas de perda de arrecadação. Do valor total acordado, R$ 4 bilhões serão pagos pela União ainda este ano, e o restante será pago em 2025 e 2026.

Até o momento, os estados e o DF conseguiram liminares do STF para suspender cerca de R$ 9 bilhões em parcelas de dívidas com a União como forma de compensação pelas perdas com a desoneração dos combustíveis.

O acordo em análise estabelece regras para que a União também possa descontar esse valor do total ainda a ser compensado, de acordo com a situação de cada estado. Alguns estados já conseguiram compensar mais do que teriam a receber, enquanto outros ainda não receberam nada. As regras preveem diferentes prazos e porcentagens de pagamento de acordo com o valor das compensações de cada estado.