Estudo em profissionais da saúde de Israel mostrou que índice foi de 6,9% em comparação aos 19,8% daqueles que receberam três doses

 

 

Um estudo feito com 29.611 profissionais de saúde de Israel apontou a importância de receber as doses adicionais da vacina contra a Covid-19 e que o segundo reforço, também chamado de quarta dose, é eficaz para reduzir a taxa de infeção pelo novo coronavírus. A pesquisa, publicada nesta terça-feira, 2, no periódico Jama Network Open, mostrou que o índice foi de 6,9% entre aqueles que receberam as quatro doses. Entre os que tomaram três doses, a taxa de infecção foi de 19,8%.

O trabalho foi realizado durante o surto da variante de preocupação ômicron em janeiro deste ano com todos os profissionais de 11 hospitais imunizados com a vacina da Pfizer/BioNTech.

Os pesquisadores afirmaram que diante da alta infectividade da ômicron, “que levou à escassez crítica de pessoal médico, uma quarta dose de vacina deve ser considerada para mitigar a taxa de infecção entre os profissionais de saúde”.

O achado é importante para evitar o comprometimento do atendimento nos hospitais durante picos da doença. Como estão mais expostos ao vírus, os profissionais de saúde podem se infectar e adoecer. Com a necessidade de isolamento e, nos casos mais graves, perda desses funcionários, o funcionamento das unidades de saúde é comprometido e impacta na capacidade de atendimento dos demais pacientes.

Israel foi o primeiro país a implementar a dose de reforço e também foi pioneiro na oferta da quarta dose ao observar o avanço da variante ômicron.

Abaixo, os números da vacinação no Brasil:

Os números da vacinação contra a Covid-19 no Brasil  Confira o cenário da imunização em cada estado
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