A CBN iniciou, nesta terça-feira, a série de entrevistas especiais com os pré-candidatos à Presidência da República. O primeiro nome é o pré-candidato pelo PDT, Ciro Gomes. Ele disse, entre outras coisas, que a Amazônia é uma ‘holding do crime’.

 

O pré-candidato pelo PDT, Ciro Gomes, em entrevista ao Jornal da CBN, fala sobre a situação de abandono na Amazônia. ‘País não tem ferramenta de planejamento, nós nos prostramos ao improviso’. Ciro Gomes destaca que Bolsonaro destruiu as precaríssimas construções de comando e controle na Amazônia. Ele diz que isso transformou a região em uma ‘rolding do crime’ e acrescenta que ‘o narcotráfico é claramente protegido por autoridades brasileiras, inclusive das Forças Armadas’. Ciro relembra a questão do transporte de cocaína em avião presidencial. Ele destacou o que pretende fazer na região: zoneamento econômico e ecológico, descobrir novos potenciais e entrar na Amazônia com grande programa de reconversão produtiva.

A comentarista da CBN Míriam Leitão participou da sabatina e citou os constantes ataques do governo Bolsonaro à democracia. Míriam pediu uma avaliação do pré-candidato Ciro Gomes sobre o risco que corre democracia brasileira. ‘Na cabeça de Bolsonaro está o delírio de um golpe, mas não vejo a menor possibilidade desse delírio prosperar’. Ciro Gomes falou do comportamento dos ‘generais de pijama’ que cercam Bolsonaro. O pré-candidato destaca que Bolsonaro é um banido das Forças Armadas. ‘Um dos compromissos meus é construir uma estrutura de defesa em bases profissionais, sofisticadas, modernas, sob o ponto de vista tecnológico, capazes de dizer não na proteção dos interesses nacionais brasileiros. Mas, haverá todo um processo de mudança na formação e nos critérios de promoção da cúpula das forças de defesa’, completa Ciro Gomes.

Vera Magalhães, comentarista da CBN, questionou Ciro sobre a forma de desarmar o mecanismo orçamento secreto. Ao ser questionado sobre a possibilidade de ter Arthur Lira reeleito à frente da presidência da Câmara dos Deputados, caso seja eleito presidente, Ciro reagiu com ‘Deus nos livre’. Ele destaca ‘não quero ser presidente do Brasil para repetir a tragédia que está aí. Só quero ser presidente se for para mudar o modelo de governança política’, completou.

Sobre o Banco Central, Ciro Gomes diz que é a raposa tomando conta das galinhas. ‘Banco Central não é do mercado’. Segundo ele, assim que assumir vai pedir que eles se demitam. ‘Não durarão um dia sequer num governo meu’.